Incêndios

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MIG-L
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Mensagem por MIG-L »

palavras para quê...oh o ministro vê mal..ou acho que merecia passar pelo mesmo que centenas de pessoas deste concelho e arredores passaram na sefunda feira de madrugada!

Como é que foi feito tudo o que estava ao alcance?

Senão fossem os populares a tragédia teria sido muito pior.. :?

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Pedro
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Mensagem por Pedro »

Polícias à procura das causas dos fogos

Foi em Vila Nova de Poiares que tudo começou e em dois incêndios distintos. Um foco teve origem numa máquina agrícola e um segundo surgiu no meio do aglomerado populacional, entre duas casas de habitação. GNR e Guarda Florestal já recolheram os elementos e testemunhos

A resposta para a existência de vários focos de incêndio, em simultâneo, pode estar nas projecções aéreas que existiram e que foram vistas, algumas a mais de mil metros. Mas, a origem criminosa ou a pura negligência podem ser a resposta para os incêndios deste fim de semana, que começaram em Vila Nova de Poiares e entraram em Coimbra, Penacova, Miranda do Corvo e Condeixa e só terminaram em Penela.

Ontem, o governador civil de Coimbra, «enquanto responsável máximo pelo plano de emergência de combate a incêndios», juntou PSP, GNR, Guarda Florestal e PJ para falarem de questões de segurança. «Falou-se em fogo posto e em explosões, cabe à investigação prová-lo e por isso juntei quem tem este trabalho».

O mestre Carlos Gama, da Guarda Florestal, confirmou-nos que um tractor agrícola, «com processador acoplado, daquele que corta e descasca as árvores, esteve na origem do primeiro incêndio», que deflagrou ainda na sexta-feira, depois das 19h00. «Foi essa a primeira ignição, no Vale Carvalhal, sítio do Cortiço, em Vila Nova de Poiares. Sábado, este incêndio reacendeu e por isso a Estrada da Beira foi cortada nesse dia». O proprietário do tractor agrícola está identificado e cabe agora à PJ dar sequência à investigação. O segundo foco de incêndio também ocorreu em Vila Nova de Poiares e «surgiu no meio de duas casas habitadas, num aglomerado populacional, em Soutelo. Recolhemos o material, fizemos registo fotográfico e recolhemos testemunhos da população», segue-se também a investigação. Os dois incêndios de Vila Nova de Poiares juntaram-se, «abraçaram-se num só» e caminharam para Coimbra.

Estas são as duas origens de incêndio ontem confirmadas pelas autoridades policiais, na reunião com o governador civil de Coimbra. Também se admitiu que se falava em vários incêndios e que muitos os viram, como que semeados, o que é justificado «pelas próprias projecções que o fogo faz. Saem da cabeça do fogo várias projecções aéreas, atingindo os 800 e mil metros», foi isso mesmo que a GNR presenciou em Ceira, onde uma projecção foi parar ao Hospital Sobral Cid.

A investigação ainda não está concluída, tal como está por determinar a origem dos grandes incêndios vividos na Pampilhosa da Serra. Sabe-se que a origem também esteve em dois incêndios, «o primeiro em Cavaleiros, com uma causa estrutural, com suspeitas numa linha eléctrica» e o segundo «com causas ainda por apurar, mas com origem identificada, no Casal da Lapa», informou o mestre Carlos Gama.

A negligência continua a ser a principal causa dos incêndios em Portugal, pelo que «a responsabilidade social das pessoas deve aumentar», afirmou Henrique Fernandes.

Desde 1 de Janeiro e até 25 de Agosto deste ano, já foram detidos mais suspeitos do que durante todo o ano de 2004. Os números dizem que a PJ já deteve 25 pessoas pela suspeita da autoria de incêndios florestais e oito por incêndios urbanos. Ao longo de 2004, a mesma autoridade efectuou 24 detenções pela suspeita de autoria de incêndios, 14 eram florestais e 10 incêndios urbanos.

Ficaram também os alertas para a prevenção, uma vez que, na actual situação a humidade é quase nula, o que facilita a ignição ou origem de um incêndio. E isso pode acontecer com as garrafas de vidro que são abandonadas ou até mesmo com a casca de pinheiro, neste caso se o grau de humidade for mesmo zero. Quanto às explosões que se ouvem por vezes, foi esclarecido que nem sempre estamos na presença de engenhos, as embalagens de aerossóis abandonadas podem estar na sua origem. Isto já sem falar nos «lança chamas em potência» que são os foguetes, quando são lançados e não rebentam.

À reunião de ontem seguir-se-ão outras e o Governo Civil tenciona convocar com brevidade a Floresta e Agricultura «para se ver o que pode e deve ser feito, face à gravidade que nos aconteceu no distrito», deixando a gestão florestal na malha urbana para o fim.

Fonte: Diário de Coimbra
Pela leitura do texto, parece-me que o incêndio de Coimbra se deveu a negligência e não a fogo posto.

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Corsario-Negro
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Mensagem por Corsario-Negro »

É o que parece... no entanto infelizmente as autoridades deste país começam a carecer de confiança e credibilidade (a corrupção está por todo lado e ninguém faz nada pq quem manda não deixa, basta ver o caso do Valentim Loureiro que foi preciso o Procurador lá da zona andar a fazer tudo às escondidas e agora foi afastado do caso, sabe-se lá pq, ou não - os competentes são sempre lixados) ...

... por isso não me admirava nada que andassem a proteger interesses dizendo que fio fogo negligente.

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Lino
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Mensagem por Lino »

Negligência em várias frentes ao mesmo tempo?? Como pode surgir 4 incêndios do nada na mesma noite?? :roll:

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Corsario-Negro
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Mensagem por Corsario-Negro »

É possivel se folhas a arder forem levadas pelos ventos que se geram devido ao ar quente provocado pelo 1º incêndio... no entanto claro que o 1º incêndio tem que ter uma origem... e as folhas e brasas têm que "aterrar" num local propicio para incendiarem o resto.

No entanto, é suspeito no mínimo. Principalmente quando "hj em dia" se tem mais fogos como nunca se teve...

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Al Capone
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Mensagem por Al Capone »

O fogo no pinhal de marrocos n comecou vindo dos outros, foi posto de certeza!

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Lino
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Mensagem por Lino »

O Pinhal de Marrocos já era tão diminuto, então agora com o incêndio...

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tofas
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Mensagem por tofas »

fui hoje a coimbra, e fiquei de boca aberta, qdo vi como esta a paisagem de coimbra... k horror... qdo poder ker ir a praia fluvial...tb deve tar td queimado... :x :x :x

Maia
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Mensagem por Maia »

tofas Escreveu:fui hoje a coimbra, e fiquei de boca aberta, qdo vi como esta a paisagem de coimbra... k horror... qdo poder ker ir a praia fluvial...tb deve tar td queimado... :x :x :x
a fluvial nem esta assim tao fustigada! :D

usaralho
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Mensagem por usaralho »

Ontem ia pa praia com a impressão que ia direito ao fogo. E pelos vistos ia, não se passava para o Osso da Baleia. É um optimo exemplo de como o estado tem as suas matas bem limpinhas :lol:

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Lino
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Mensagem por Lino »

Tou com um medo aqui do olival ao pé de casa. A câmara já não lhe mexe há uma data de anos...

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duffy
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Mensagem por duffy »

usaralho Escreveu:Ontem ia pa praia com a impressão que ia direito ao fogo. E pelos vistos ia, não se passava para o Osso da Baleia. É um optimo exemplo de como o estado tem as suas matas bem limpinhas :lol:

Mais limpas n podiam estar... :roll: tendo em conta que a mata que anda a arder tem mato com 1,5m de altura :roll:

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Pedro
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Mensagem por Pedro »

Incêndio de Coimbra com origem criminosa

Conhecedores profundos do local onde deflagrou o incêndio que viria a atingir Coimbra, os Voluntários de Poiares elaboraram um relatório cronológico e geográfico das circunstâncias, apontando para origem criminosa. Um infortúnio no combate inicial e a ausência de meios aéreos nesse período terão permitido a evolução das chamas

Fundamentando-se em registos e documentos operacionais durante o período crítico dos fogos - e no conhecimento técnico e efectivo do terreno - a corporação dos Bombeiros Voluntários de Poiares diz que o fogo que acabaria por ter proporções gigantescas e atingir Coimbra teve origem criminosa.

Num relatório a que o DC teve acesso, os bombeiros esclarecem, primeiro, que se verificou um fogo, pouco depois das 19h00 do dia 19, em Vale de Carvalhal/Póvoa da Abraveia, com origem num tractor, que se incendiou. Dado como extinto às 20h30, teria um reacendimento «brutal» às 13h12 do dia seguinte (20 de Agosto, sábado), avançando para sul, no sentido da Estrada da Beira, com as povoações de Ponte Velha, Covelos e Mata no seu caminho. Auxiliado pelo vento forte, galgou a EN 17, entre os lugares de Ponte Vela e Segade, propagando-se para Pegada, Pousafoles e outros lugares dos concelhos da Lousã e Miranda do Corvo. Totalmente extinto em Poiares, por volta da meia-noite de sábado, continuaria em Lousã e Miranda, onde ficou circunscrito às 3h00 de domingo. Extinto também, teve alguns reacendimentos em Segade (Miranda do Corvo), rapidamente controlados.

Ora, dizem os Bombeiros, este incêndio nada tem relação com o que viria para a cidade de Coimbra, mas sim um outro, que deflagrou posteriormente em Soutelo, a cerca de oito quilómetros do local onde os bombeiros ainda faziam operações de rescaldo (alto de Segade), no domingo. E foi este foco, com «indícios concludentes de fogo criminoso, dado o local, forma e modo como se desenvolveu», que originou a situação mais problemática, sobretudo depois de se ter encontrado com outro incêndio, com origem em S. Frutuoso. Mais: para Jaime Soares, comandante dos Voluntários, «quem ateou os fogos conhece bem a zona e os meios que estavam no terreno», pois o novo foco obrigou à mobilização dos recursos, nomeadamente das viaturas que vigiavam a Serra do Carvalho, «uma vigilância continuada por razões óbvias e que o incendiário tão bem soube controlar».

Também o azar teve uma palavra a dizer na propagação das chamas: «estava o incêndio praticamente extinto quando faltou a água numa das frentes do fogo», gorando o êxito da operação. Para maior lamento, passou nas imediações uma viatura dos Voluntários de Penacova que, todavia, nem Jaime Soares nem outros elementos da corporação de Poiares conseguiram alertar.

Sem resistência, tocado pelo vento, o fogo ganhou velocidade e dimensão, mas com direcções inconstantes, dirigindo-se para as povoações de Terreiros de Santo António, Terreiros e Carvalho. Depois de passar Terreiros, com ventanias sul/sudoeste, avançou perigosamente para Carvalhos, onde se concentraram os meios de combate. Porém, foi impossível evitar que as chamas progredissem e acabassem por galgar o Rio Mondego e a EN-110, propagando-se às matas dos concelhos de Coimbra e de Penacova.

Três novos focos em simultâneo

Entretanto, e a alimentar a tese de crime, os bombeiros asseguram que estava a decorrer o combate a este incêndio quando eclodiram mais três em simultâneo: um na EN-17, junto a S. Frutuoso, outro em Canas e um terceiro em Braços. Deflagraram às 17h10 de domingo por, segundo os bombeiros, acção criminosa. E o de S. Frutuoso, apesar da pouca velocidade de frente devido ao vento norte/sul, foi flanqueado para a direita, em direcção a Ribas (Poiares), mas também para a esquerda, dirigindo-se a Ceira. As “cabeças” dos fogos de S. Frutuoso e de Soutelo encontraram-se às 22h00 de domingo, na povoação de Carvalho.

«De grande brutalidade», acentuam os bombeiros, os fogos separaram as suas frentes, dirigindo-se uma para Coimbra e outra para Poiares, atingindo aqui as povoações de Castro, Pereiros, Algaça, Vale de Carvalhal e Ribas. Em Poiares, foi dado como extinto às 10h00 de segunda-feira, dia 22. Por essa altura, Coimbra apercebia-a a pouco e pouco do que sucedera durante a madrugada, com a Mata de Vale de Canas devorada e o Pinhal de Marrocos “engolido”. As chamas prosseguiam ainda em zonas periféricas, destruindo zonas de Castelo Viegas e de Almalaguês, a caminho de Miranda, que ultrapassaram, chegando a Penela.

O relatório, explicam os Bombeiros de Poiares, pretende contribuir para o esclarecimento de quantos focos existiram, das suas causas, e também para contrariar declarações de «algumas pessoas que deveriam ser mais comedidas, até porque não estão na posse de informações credíveis».

Bombeiros transportam água

Depois de a Comunicação Social ter dado conta da ajuda do exército no transporte de água às populações de Miranda do Corvo, os Bombeiros Voluntários de Poiares felicitam o gesto e a disponibilidade das Forças Armadas, recordando, contudo, que tal é uma das suas funções enquanto elemento da Protecção Civil. Por outro lado, consideram que a notícia «relega para segundo plano quem, gratuitamente, está também a transportar água para Miranda do Corvo», no caso os bombeiros de Poiares, «disponíveis, voluntária e gratuitamente, ao serviço das populações», seja qual for o município.

Caso actuassem à nascença do fogo, diz Jaime Soares
Meios aéreos teriam evitado propagação


Foi um Jaime Soares indignado o que ontem quebrou, em declarações ao DC, o silêncio que vinha mantendo sobre os fogos e posteriores comentários, sobretudo os de teor político, lamentando que se esteja a utilizar vergonhosamente a problemática dos fogos florestais em guerrilhas partidárias. Quem não tem conhecimentos técnicos, quem «não sabe distinguir um eucalipto de um chaparro», deveria estar calado, observa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Poiares. Os fogos evitam-se, não se combatem, argumenta, para depois acentuar que, aquando dos combates, os meios têm se ser bem usados. Ao fazer uma salvaguarda de apreço pelo trabalho do comandante António Bernardes, a quem manifesta todo o seu apoio, Jaime Soares diz que as situações vividas no distrito de Coimbra teriam sido evitadas «se os meios aéreos actuassem com a rapidez que se impõe nos fogos nascentes».

Soares lamenta ainda o que designa de «discriminação sectária», pois o Plano Especial de Emergência Distrital, accionado pelo governador civil, é de todos os concelhos do distrito e não apenas de alguns dos que foram afectados. O presidente da Câmara de Poiares garante que nunca foi contactado por Henrique Fernandes a propósito dos incêndios e das necessidades deles decorrentes. «Se falei com ele, foi porque tive a iniciativa», critica. Quanto aos apoios imediatos prometidos em Coimbra pelo Governo - em reunião com autarcas de áreas atingidas, para a qual Jaime Soares não terá sido convidado – o edil de Poiares diz que as câmaras ainda estão à espera. «É tudo um trinta e um de boca», desabafa.

A finalizar, Jaime Soares lamenta as suspeições sobre as aeronaves que participam no combate aos fogos, manifestando solidariedade para «com os pilotos-bombeiros» e recusando qualquer envolvência destes em actos criminosos. Pelo contrário, «arriscam muitas vezes a sua própria vida para salvarem outras», acentuou.

Fonte: Diário de Coimbra
É uma longa notícia, mas descreve como foi a propagação do incêndio. E afinal parece que já há suspeitas de, pelo menos parte dele, ter tido origem criminosa.

NiGhT
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Mensagem por NiGhT »

Se apanharem o filho da p*ta que não tem outro nome que fez isto, eu vou ao tribunal só para ver a cara do grandessíssimo cabr*o.

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Lino
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Mensagem por Lino »

Era logo pena máxima!! :evil: