sexta-feira, 20 junho 2008 17:42
sexta-feira, 20 junho 2008 19:10
sexta-feira, 20 junho 2008 21:17
sexta-feira, 20 junho 2008 23:12
Matemática: nunca um exame foi «tão fácil»
Associação de Professores de Matemática (APM) considerou esta sexta-feira que o exame nacional de 9º ano da disciplina foi o «mais fácil» desde que a prova se realiza, sublinhando que algumas questões poderiam ser respondidas por alunos do 2º ciclo.
«Na generalidade, a prova é mais acessível e mais fácil do que nos anos anteriores. Algumas questões poderiam ser resolvidas por alunos do 2º ciclo», afirmou Sónia Figueirinhas, vice-presidente da APM, em declarações à Agência Lusa.
Perto de 100 mil alunos realizaram o exame nacional de Matemática, que se realiza desde 2005. O ano passado, 72,8 por cento dos estudantes tiveram nota negativa, quando em 2006 a percentagem de chumbos no teste situava-se nos 63 por cento.
«Em algumas questões ficou aquém das competências e conhecimentos que os alunos no final do 9º ano deveriam ter. Se em exames anteriores as questões eram mais elaboradas e difíceis, não há razão para que este ano também não fossem», acrescentou.
Sublinhando que o exame «não tem erros» e que os 90 minutos, mais 30 de tolerância, estão adequados para a realização da prova, a responsável salientou que em relação à geometria, por exemplo, o exame aponta «mais para nomes do que para competências».
«Há questões que outros ciclos de ensino saberiam resolver de certeza, mas a prova é sobre os conteúdos leccionados no 7º, 8º e 9º anos», lamentou.
Assim, a Associação de Professores de Matemática espera que haja «uma grande melhoria» nos resultados em relação a 2007, mas sublinha que as provas «não são comparáveis».
Já na quarta-feira, a Associação de Professores de Português lamentou que o exame nacional de 9º ano da disciplina, realizado nesse dia, incluísse matéria do 2º ciclo (5º e 6º anos), considerando que esta opção pode ser «excessivamente fácil para os alunos».
IOL Diário
Matemática: exame «elementar»
A Sociedade Portuguesa de Matemática considerou esta sexta-feira que o exame nacional do 9º ano da disciplina é um dos mais fáceis, «senão o mais elementar», dos últimos anos, sublinhando que «a nivelação por baixo» poderá ter custos futuros «muito graves», escreve a Lusa.
«No seu conjunto, o nível desta prova é certamente dos mais elementares - se não o mais elementar - produzidos nos últimos anos nas provas nacionais de Matemática. Se é verdade que muitos alunos e alguns pais podem ficar satisfeitos com o facto, e se é verdade que seja positivo que os jovens vejam as questões matemáticas como alcançáveis, os custos futuros podem ser muito graves», afirma a SPM, em comunicado.
Perto de 100 mil alunos realizaram esta sexta-feira o exame nacional de Matemática, que se realiza desde 2005. O ano passado, 72,8 por cento dos estudantes tiveram nota negativa, quando em 2006 a percentagem de chumbos no teste situava-se nos 63 por cento.
Para a SPM, aos alunos do final do terceiro ciclo deveria «exigir-se» outro tipo de dificuldade, exemplificando com a questão 1, «que se resolve contando pelos dedos», a 3, que «pode ser facilmente resolvida por alunos do 1º ciclo», ou a 6, que «envolve percentagens tão simples que qualquer aluno do 2º ciclo deveria ser capaz de resolver».
«Os conhecimentos testados não estão ao nível do que se deveria esperar de um aluno no final do Ensino Básico. Não são avaliados importantes tópicos que devem ser dominados no 9º ano, como sistemas de equações, proporcionalidade inversa, polígonos e áreas de polígonos», entre outros.
Segundo a sociedade, não há em geral nenhum problema em introduzir num teste problemas de matérias de anos anteriores. No entanto, acrescenta, isso não deve ser feito sistematicamente e quando feito deve recorrer-se a conceitos, técnicas e algoritmos correspondentes ao nível mais avançado.
«Não há problema, em geral, em ter numa prova algumas questões muito elementares, mas é pedagogicamente muito nocivo que todas ou quase todas sejam», afirma a SPM.
Prova sem erros
Por outro lado, segundo a SPM, a prova hoje realizada não contém «erros científicos nem formulações duvidosas», o que afirma ser «muito positivo». «A prova tem questões claras, adequadamente formuladas e de resposta unívoca. Algumas questões são interessantes e estão bem concebidas».
«Salienta-se um progresso notório em relação a práticas anteriores do ministério, que consistiam na elaboração de questões demasiado palavrosas, de interpretação intrincada e, por vezes, com informação supérflua e enganadora», afirma a sociedade.
Não fizeram «nenhuma apreciação negativa»
O director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) sublinhou, entretanto, que os professores indicados pela Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) para auditar o exame nacional do 9º ano da disciplina não fizeram «nenhuma apreciação negativa» à prova.
«A prova foi auditada por dois professores da SPM que não fizeram nenhuma apreciação negativa a este exame, pelo contrário», afirmou Carlos Pinto Ferreira, em declarações à agência Lusa.
IOL Diário
sexta-feira, 20 junho 2008 23:31
segunda-feira, 23 junho 2008 12:26
segunda-feira, 23 junho 2008 16:09
DaniFR Escreveu:E o facilitismo nos exames continua.
Hoje foi dia de exame de matemática do 12º ano e diga-se de passagem, era muito facil.
segunda-feira, 23 junho 2008 16:39
segunda-feira, 23 junho 2008 17:00
Miguel_Silva Escreveu:e quantos alunos é que já transitaram de ano sem merecerem só para que a estatística portuguesa a nivel europeu não seja uma vergonha daquelas.....![]()
segunda-feira, 23 junho 2008 17:28
Miguel_Silva Escreveu:e quantos alunos é que já transitaram de ano sem merecerem só para que a estatística portuguesa a nivel europeu não seja uma vergonha daquelas.....![]()
segunda-feira, 23 junho 2008 17:41
RuiSantos Escreveu:DaniFR Escreveu:E o facilitismo nos exames continua.
Hoje foi dia de exame de matemática do 12º ano e diga-se de passagem, era muito facil.
Fizeste esse exame?
segunda-feira, 23 junho 2008 21:05
DaniFR Escreveu:RuiSantos Escreveu:DaniFR Escreveu:E o facilitismo nos exames continua.
Hoje foi dia de exame de matemática do 12º ano e diga-se de passagem, era muito facil.
Fizeste esse exame?
Sim, fiz o exame de matemática B.
Quem fez o de matematica A tambem dizia que era bastante facil.
Tu tambem fizeste exame hoje??
quarta-feira, 25 junho 2008 10:52
O exame cobre o programa no essencial, não se registando nenhum erro científico ou de formulação. A linguagem é adequada e clara,o que denota um progresso relativamente às questões demasiado palavrosas e de interpretação dúbia, habituais em anos transactos. A duração da prova, de três horas, parece-nos no entanto excessiva. É de salientar o esforço desenvolvido pelo G.A.V.E. em contemplar neste exame, num maior número de questões, temas importantes do programa do décimo segundo ano, tais como a continuidade, o cálculo diferencial e o estudo de limites. São tópicos em que professores e alunos investem bastante ao longo do ano lectivo e que não têm sido suficientemente avaliados, facto para o qual já tínhamos chamado a atenção. No entanto, a prova comporta um grande número de questões de resposta imediata e elementar, não aferindo conhecimentos matemáticos importantes (Grupo I 3, 4, 7, 8; Grupo II 3, 5) o que perfaz um total de 5 valores. Confirma-se a tendência já patente no exame nacional do 9ºano da semana passada, em propor exercícios que correspondem aos primeiros exemplos usados para introduzir as noções. Por outro lado, no que diz respeito ao capítulo da trigonometria, apenas aparece numa questão um limite notável elementar, envolvendo a função seno, o que fica muito aquém do indicado e exigido no programa do décimo segundo ano. A questão 3 do Grupo II, poderia ser abordada numa aula do nono ano e resolvida por considerações de simples bom senso. A questão 5 do Grupo II pouco ou nada avalia em termos matemáticos. Testa apenas a destreza no uso da calculadora. O grau de dificuldade deste exame é inferior ao do ano passado. O padrão utilizado pelo G.A.V.E. para avaliar o desempenho dos alunos não permite distinguir aqueles que efectivamente trabalham dos que pouco trabalham, e não ajuda os professores a incentivarem os alunos a aprofundar os seus conhecimentos. A SPM alerta também que modelos de avaliação deste tipo podem confundir tanto os alunos como os professores no futuro, quer nas metas a atingir quer nos meios a utilizar. É por isso importante que se adoptem modelos de avaliação que efectivamente reconheçam o esforço, que constituam um desafio para os alunos e que ajudem a identificar e ultrapassar as fragilidades dos seus conhecimentos de matemática.
O Gabinete do Ensino Básico e Secundário
da Sociedade Portuguesa de Matemática
quinta-feira, 26 junho 2008 22:37
quarta-feira, 02 julho 2008 9:40