sexta-feira, 23 novembro 2007 13:08
Boas notas são base de avaliações
O Ministério da Educação recusa a ideia de que esteja a pressionar os professores ao considerar as notas dos alunos como “critério fundamental” da avaliação das escolas e dos docentes, mas a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) diz que “uma coisa leva, inevitavelmente, à outra.”
“Avaliar os professores com base nas notas dos alunos tem como objectivo pressionar os professores para melhorar as estatísticas da Educação em Portugal”, disse ontem Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, acrescentando que “este tipo de avaliação vai gerar conflitos nas escolas.”
Também o PSD afirmou que as notas dos alunos não podem ser critério de avaliação dos professores. Para o deputado Pedro Duarte, “um sistema de avaliação assente nestes critérios vai levar, naturalmente, à total degradação do ensino.
Diz o parlamentar social-democrata que “o PSD considera que os professores devem ser avaliados por vários critérios e consoante a realidade local onde leccionam.”
Na terça-feira o CM noticiou que o facto de as notas dos alunos terem influência na avaliação das escolas está a levar alguns conselhos executivos a pressionar docentes a dar boas notas, no sentido de garantirem o contrato de autonomia, facto que o Ministério da Educação refuta, referindo que “as notas são apenas um critério e nem sequer o mais importante.”
No entanto, o CM apurou que, em pelo menos sete EB 2,3 dos distritos de Aveiro, Coimbra, Santarém, Porto e Viana do Castelo foram convocadas pelos conselhos executivos reuniões gerais cuja mensagem passava precisamente por aconselhar os professores a evitarem ao máximo as negativas já no primeiro período.
Nessas escolas ninguém fala abertamente do assunto, por receio das consequências que isso possa acarretar, acabando por ser cada vez mais difícil encontrar quem comente qualquer tema, sempre com a justificação de que isso tem consequências graves. No entanto, foi confirmada ao CM a realização dessas reuniões e o facto de muitos docentes se sentiram pressionados.
Fonte: Correio da Manhã
sexta-feira, 23 novembro 2007 14:47
sexta-feira, 23 novembro 2007 15:04
sexta-feira, 23 novembro 2007 15:19
sexta-feira, 23 novembro 2007 21:00
sábado, 24 novembro 2007 21:14
sexta-feira, 05 dezembro 2008 22:17
sábado, 06 dezembro 2008 22:11
sábado, 06 dezembro 2008 22:14
Sergey Rjabtzev Escreveu:facilistismo...eis uma palavra que agora toda a genta adora associar ao ensino..."aaah no meu tempo os exames nao eram nada assim...isto agora é cagada...estes miudos tem tudo feito..." epa...
domingo, 07 dezembro 2008 0:27
domingo, 07 dezembro 2008 16:27
RuiSantos Escreveu:Sergey Rjabtzev Escreveu:facilistismo...eis uma palavra que agora toda a genta adora associar ao ensino..."aaah no meu tempo os exames nao eram nada assim...isto agora é cagada...estes miudos tem tudo feito..." epa...
E não é assim?![]()
É por teres feito exames no ano passado que não os consideras "facilitismo"? Eu também os fiz e há que reconhecer que foram acessíveis!
domingo, 07 dezembro 2008 16:30
domingo, 07 dezembro 2008 17:18
domingo, 07 dezembro 2008 17:20
segunda-feira, 08 dezembro 2008 23:02
Novas Oportunidades leva mulher com 6.º ano à Universidade
Uma mulher de Tábua que deixou de estudar na adolescência saltou seis anos de escolaridade em pouco mais de um ano, frequentando agora uma licenciatura em Coimbra. É um exemplo polémico do Novas Oportunidades.
Luísa Gaio diz que a sua vida «deu uma volta de 180 graus» desde que há dois anos, ao visitar a feira anual de Arganil, soube que poderia obter a equivalência do 9º ano através do Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC).
Luísa Monteiro Gaio, de 33 anos, casada e mãe de dois filhos, dirigiu-se de imediato à Escola Secundária de Arganil para se inscrever no RVCC, uma das valências do actual Centro Novas Oportunidades.
Quando concluiu o curso, sem emprego, a formanda produzia algum artesanato, cuidava da habitação e dos filhos do casal, de nove e 12 anos, a que se juntam regularmente mais dois filhos do marido. Nem sequer pensava avançar para a certificação do 12º ano.
«Mas a técnica profissional que acompanhava a Luísa incentivou-a a prosseguir», recorda à agência Lusa Assumpta Coimbra, que era na altura a coordenadora do RVCC. A formanda distinguiu-se num grupo de 40 candidatos à certificação de competências.
«A Luísa acreditou que é possível valorizar os saberes da vida», sublinha Assumpta Coimbra.
Entusiasmada com os êxitos obtidos, candidatou-se ao curso de Turismo, Lazer e Património da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), fazendo os exames '+ 23'.
Entrou com média de 14 valores. Só que havia apenas duas vagas na licenciatura reservadas a ingressos através da antiga prova 'ad-hoc'.
O acesso à Universidade foi inicialmente recusado pela instituição. «Vou fazer o 12º ano!», decidiu.
No entanto, em Outubro de 2007, no dia em que iria inscrever-se de novo no RVCC, recebeu uma carta da FLUC a devolver-lhe a alegria: estava, afinal, assegurado o ingresso na faculdade.
Em pouco mais de um ano, Luísa Gaio saltou do 6º ano (antigo 2º ano do Ciclo Preparatório) para o ensino superior.
Fez, com 14 valores de média final, as 12 cadeiras do primeiro ano de Turismo, Lazer e Património, chegando a obter classificações de 19 valores.
Já no 2º ano, a universitária percorre diariamente 130 quilómetros de automóvel, entre Avelar, concelho de Tábua, e Coimbra. Levanta-se às 6h, para cuidar dos filhos que vão para a escola, e chega à Alta coimbrã antes das 8h, para garantir estacionamento próximo da Universidade.
Luísa Gaio não quer falhar uma aula. «Sem apoio do meu marido, não conseguia», refere.
Quase acabaram os passeios que fazia com a família aos fins-de-semana: «Tenho que estudar, fazer investigação e tratar da casa».
No final da licenciatura, pretende concretizar um projecto turístico em conjunto com uma irmã. Também a seduz a investigação académica nesta área.
Lusa/Sol