Veja o que está escondido no que come - artigo Visão

O geral das generalidades... para discutir tudo!
Responder
Avatar do Utilizador
Pedro
Administrador
Administrador
Mensagens: 11890
Registado: quarta-feira, 10 novembro 2004 20:07
Localização: Coimbra
Contacto:

Veja o que está escondido no que come - artigo Visão

Mensagem por Pedro » domingo, 10 fevereiro 2013 15:11

Veja o que está escondido no que come

Já lhe passou pela cabeça que pode ter levado para casa fiambre de peru que tem como ingrediente carne de porco? Ou um bacalhau à Braz sem bacalhau? Não? Mas acontece... A VISÃO revela-lhe alguns dos ingredientes escondidos nos alimentos.

Afinal, o que andamos a comer? A VISÃO encontrou respostas surpreendentes no Biopremier, um laboratório português especializado em identificar o ADN dos alimentos que estão à venda por todo o País. Alguma vez pensou em paté de pato sem pato? Refeições vegetarianas com uma percentagem de carne de porco? Alheiras de caça, em que o porco substitui o javali e o frango está a fazer o papel de faisão? Todos estes casos já foram detetados por aquele laboratório.

É nas refeições processadas e embaladas, porém, que se encontram as maiores surpresas.

Por exemplo, bacalhau à Braz que não tem bacalhau, mas sim outro peixe menos nobre e mais barato. "Na grande maioria das vezes, o problema não é de saúde pública, pois o produto encontrado tem boa qualidade", diz Pedro Antunes, administrador da Biopremier. "A questão é económica o consumidor paga um produto e recebe outro." Os casos de maior risco são os que envolvem alimentos incluídos nas listas dos alergénicos e não referenciados, para o efeito, no rótulo. "Imagine uma pessoa alérgica ao amendoim e que compra uma refeição processada com este produto, não mencionado na embalagem. Aqui, já existe um problema de saúde pública", avisa Pedro Antunes. Outras preocupações remetem para crenças religiosas ou opções de vida, como seja a existência de carne de porco, sem referenciação, em produtos adquiridos por pessoas que a não desejam.

Significa isto que andamos a comer gato por lebre? Mário Gadanho, investigador e administrador da Biopremier, diz que não. "O controlo é cada vez mais apertado", assegura. "Hoje, quase todas as grandes superfícies pedem-nos para analisarmos os artigos que colocam nas prateleiras." Mas não há regra sem exceção como se verifica na galeria de fotos acima....

Bacalhau à Braz congelado
Neste tipo de refeições pré-preparadas, foram detetados vários peixes. Casos houve em que, do bacalhau, nem cheiro...

Outras refeições de bacalhau
Nem sempre é o fiel amigo. Peixes substitutos encontrados: escamudo (ou paloco), granadeiro e arinca.

Soja geneticamente modificada
A legislação comunitária obriga os produtores a colocarem no rótulo o uso de organismos geneticamente modificados. Mas há varios alimentos que usam este tipo de soja, sem o referenciarem.

Leite e derivados
É comum, por exemplo, detetar-se queijo puro de cabra, onde se anuncia leite de ovelha ou de vaca.

Fiambre de peru
Algumas amostras apresentam uma percentagem de porco bastante significativa, considerando o alimento publicitado...

Delícias do mar
Na sua maioria, contêm peixes muito variados, alguns dos quais nem constam da portaria que regulamenta as milhares de espécies que podem ser comercializadas em Portugal.

Paté de pato
Já se detetou uma percentagem de outras carnes (como a de porco) muito superior à de pato. Em alguns casos, nem pato foi encontrado no paté...

Refeições vegetarianas
Já foi encontrada carne de porco, neste tipo de produtos pré-preparados...

Amendoim em alimentos compostos
Este é um dos produtos que constam da lista de alergénicos da União Europeia. Já foi encontrado, no entanto, em comidas processadas, sem que a informação estivesse no rótulo.

Saladas de atum
O judeu é uma das espécies mais encontradas a substituir o atum, neste tipo de saladas pré-preparadas.

Alheiras de caça
A caça é, de quando em vez, substituída por parentes domésticos, nomeadamente porco em lugar de javali, ou frango a imitar faisão ou perdiz.

Hambúrger, carne picada ou outros alimentos compostos à base de carne de vaca
São encontradas as mais variadas carnes, sobretudo a de porco. Aliás, a carne de suíno é das mais comuns nas refeições já processadas e, por vezes, não está referenciada no rótulo.

Cherne
Em seu lugar, já foi detetada a comercialização de perca do Nilo, assim travestida deste peixe nobre, cada vez mais raro.

Fonte: Visão
Este género de artigos seria muito mais benéfico para o consumidor se mencionasse as marcas.. vejo aqui alguns casos que podem ser problemáticos (como os que envolvem risco de alergia). Pessoalmente, são raros os produtos deste género que consumo, pois prefiro ser eu a cozinhar. Como são compras pouco frequentes, geralmente leio com atenção a informação na embalagem, mas parece que isso não serve de muito em algumas marcas...

Avatar do Utilizador
banjix
Lendário
Lendário
Mensagens: 1635
Registado: quinta-feira, 23 fevereiro 2006 17:28
Localização: Lousã

Re: Veja o que está escondido no que come - artigo Visão

Mensagem por banjix » terça-feira, 12 fevereiro 2013 18:53

Esta polémica veio acender-se mais quando, há pouco tempo, encontraram carne de cavalo na ordem dos 100% em produtos que, supostamente, deveriam ser 100%... carne de vaca! Isto, de facto, é bastante pertinente! Se assim é, por que é que as autoridades não sancionam as empresas que procedem desta maneira? Em alguns casos (como as alergias) trata-se de um caso de saúde pública!
Juízo eu tenho, o problema é utilizá-lo poucas vezes.

Marylu
Novato
Novato
Mensagens: 29
Registado: sábado, 18 agosto 2012 15:27

Re: Veja o que está escondido no que come - artigo Visão

Mensagem por Marylu » terça-feira, 19 fevereiro 2013 12:38

A Nestlé decidiu suspender a distribuição em Portugal de uma lasanha bolonhesa da marca Davigel, depois de ter detetado carne de cavalo na composição do produto, confirmou à RTP o Gabinete de Comunicação da multinacional. Segundo a assessoria de imprensa da operação da empresa em Portugal, a venda do produto em causa está limitada ao sector da hotelaria. (...) Numa nota hoje conhecida, que não fazia referência a Portugal, a Nestlé garantia que não se tratava de um problema de segurança alimentar, ressalvando que o erro de rotulagem indiciava que os produtos não reuniam “as exigências de qualidade muito elevadas que os consumidores esperam” da empresa.

Avatar do Utilizador
Pedro
Administrador
Administrador
Mensagens: 11890
Registado: quarta-feira, 10 novembro 2004 20:07
Localização: Coimbra
Contacto:

Re: Veja o que está escondido no que come - artigo Visão

Mensagem por Pedro » sábado, 09 março 2013 20:35

Testes mostram o que estava escondido em 30 alimentos

A SÁBADO teve acesso às últimas análises feitas pela ASAE, por um laboratório independente e pela Deco. Carapau carregado de vermes, carne com milhões de bactérias, cherne que afinal é outro peixe. Há muito mais a ir parar ao seu prato além de carne de cavalo

A controvérsia sobre a carne de cavalo encontrada em pratos de vaca, por toda a Europa, esconde um panorama de produtos contaminados ou que não correspondem ao que é anunciado. Esta quarta-feira, a DECO confirmou a presença de vestígios de medicamentos proibidos em vários alimentos.

Na carne de cavalo foram detectados anti-inflamatórios, o que pode representar um risco para a saúde pública, uma vez que a utilização desses medicamentos em animais destinados em consumo humano é ilegal.

De acordo com a DECO, o anti-inflamatório fenilbutazona foi encontrado em amostras de hambúrguer da marca Auchan e em almôndegas Polegar, produtos que já tinham revelado a presença de ADN de cavalo.

Ainda segundo a Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores, a concentração de medicamentos é "de ordem do micrograma" e "não representa perigo imediato para a a saúde" mas a prática é ilegal e pode ser justificada por uma de duas situações: ou foram ilegalmente administrados medicamentos em animais para consumo humano ou então estão a ser usados para consumo humano carcaças de animais destinados para outros fins.

Veja ainda o que revelam as últimas análises em Portugal.

Carne de vaca picada e contaminada
Não houve uma única carne picada em condições de ser consumida com segurança. No fim do ano passado a Deco recolheu amostras em 34 talhos e todas chumbaram em higiene e conservação. Os resultados foram tão preocupantes que a associação de defesa dos consumidores decidiu não esperar pela publicação do estudo na Proteste de Abril: divulgou-o há dias e alertou a ASAE.

“Todas as amostras de carne de vaca picada vendida a granel estavam extremamente contaminadas. Em muitos casos detectámos valores superiores a 10 milhões de bactérias por grama”, afirma Nuno Lima Dias, gestor de projectos da área alimentar da Deco.

Mais: num quarto dos casos foi encontrada salmonela. “Essa bactéria provoca uma gastrenterite invasiva eventualmente acompanhada de sangue nas fezes e febre. Em pessoas imunocomprometidas, como as mais idosas, pode evoluir para abcessos pulmonares, infecções das válvulas cardíacas ou até do tecido cerebral”, alerta Ana Horta, médica especialista em doenças infecciosas.

E ainda pior: um terço da carne picada testada continha listeria, outra potencial causadora de gastrenterite, mas mais leve – o que não é forçosamente bom. Se a infecção passar despercebida e não for tratada, explica a infecciologista, há a possibilidade de passar para o sangue e desencadear meningite, sobretudo em pessoas mais susceptíveis, como idosos e diabéticos. “Além de que no caso das grávidas pode provocar o aborto”, diz.
Em todas as amostras sem excepção foi encontrada E. coli, uma bactéria presente nas fezes e cuja presença revela óbvia falta de higiene.

Em entrevista à SÁBADO, Filipe Meirinho, director-geral de operações da ASAE, afirma que a entidade está a dar seguimento ao alerta da Deco, mas considera não haver motivo de preocupação. “Os portugueses estão seguros quando compram carne num talho ou num retalhista. A ASAE faz recolhas de amostras regularmente”, garante o inspector.

No ano passado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica fiscalizou 1.092 operadores que processam e vendem carne em Portugal. Detectou 368 infracções, que podem ir de irregularidades na embalagem ou na rotulagem à falta de condições de higiene e à presença de bactérias. Estas acções originaram 234 processos de contra-ordenação e 29 processos-crime.

Fonte: Sábado
Se a situação é assim tão desastrosa... que é que a ASAE anda a fazer? :roll:

Avatar do Utilizador
banjix
Lendário
Lendário
Mensagens: 1635
Registado: quinta-feira, 23 fevereiro 2006 17:28
Localização: Lousã

Re: Veja o que está escondido no que come - artigo Visão

Mensagem por banjix » domingo, 10 março 2013 20:33

Pedro Escreveu:Se a situação é assim tão desastrosa... que é que a ASAE anda a fazer? :roll:
Anda a ver que estabelecimentos é que ainda não têm as novas máquinas registadoras com software certificado. :roll:
Juízo eu tenho, o problema é utilizá-lo poucas vezes.

Avatar do Utilizador
agnes
Experiente
Experiente
Mensagens: 322
Registado: segunda-feira, 16 março 2009 21:46

Re: Veja o que está escondido no que come - artigo Visão

Mensagem por agnes » terça-feira, 12 março 2013 21:45

banjix Escreveu:
Pedro Escreveu:Se a situação é assim tão desastrosa... que é que a ASAE anda a fazer? :roll:
Anda a ver que estabelecimentos é que ainda não têm as novas máquinas registadoras com software certificado. :roll:
Pois, em vez de se preocuparem com o que realmente interessa :s
Imagem

Avatar do Utilizador
Pedro
Administrador
Administrador
Mensagens: 11890
Registado: quarta-feira, 10 novembro 2004 20:07
Localização: Coimbra
Contacto:

Re: Veja o que está escondido no que come - artigo Visão

Mensagem por Pedro » domingo, 16 junho 2013 11:24

Peixe proibido vendido como bacalhau

Análise em laboratório revela que o preparado de bacalhau com natas comprado no Jumbo foi substituído por peixe-caracol, de venda não autorizada em Portugal. Auchan já retirou o produto das suas lojas.

A fraude económica chegou ao bacalhau. Depois do escândalo da carne de cavalo, vendida como carne de vaca, o DN descobriu um preparado de bacalhau com natas sem qualquer vestígio de... bacalhau. Em vez disso, um peixe de venda não autorizada em Portugal: o peixe-caracol. A situação pode configurar um crime de fraude de mercadorias, mas, à partida, segundo especialistas, não existe risco para a saúde pública. Num país que consome cerca de 600 mil toneladas de peixe por ano (o terceiro maior consumidor do mundo), 70 mil das quais bacalhau, é inevitável questionar a segurança, a fiscalização e a capacidade de controlar os produtos que nos chegam ao prato.

Em Portugal, há mais de três dezenas de entidades que controlam a cadeia alimentar e é unânime a opinião de que a fiscalização comunitária nesta área é das mais seguras no mundo, mas mesmo assim existem falhas... e fraudes.

O DN quis testar a veracidade da informação que consta nas embalagens e enviou para um laboratório certificado - a Biopremier - nove amostras de diferentes produtos, incluindo três refeições pré-cozinhadas de bacalhau com natas das marcas Continente, Pingo Doce e Polegar, do Grupo Auchan (que tem a gestão do Jumbo e do Pão de Açúcar).

Foram procuradas as duas designações autorizadas (bacalhau do Atlântico e do Pacífico), tendo sido encontrada a primeira nas marcas Continente e Pingo Doce. Porém, na marca Polegar - produto comprado no Jumbo de Alfragide -, apesar de o rótulo garantir que se tratava de bacalhau do Pacífico, não existia qualquer percentagem daquela espécie. O bacalhau foi substituído por um peixe do Pacífico, com o nome científico de Liparis, conhecido como peixe-caracol e sem designação comercial autorizada em Portugal. A lista da Direção-Geral de Recurso Naturais e Serviços Marítimos tem quase 200 espécies de peixe cuja venda é permitida em Portugal, mas não há qualquer referência ao Liparis. Aliás, este peixe-caracol é quase desconhecido dos especialistas contactados pelo DN.

Auchan retira produto do mercado

O Gabinete de Relações Institucionais da Auchan, após ser contactado pelo DN, garantiu ter afastado este produto das prateleiras: "Retirámos, cautelarmente, o produto de venda e estamos a proceder a averiguações junto do fornecedor para apurar o que terá originado esta possível irregularidade." Como é possível verificar na embalagem, trata-se de um produtor português e o apelo é claro - "Compro o que é nosso".

O especialista em direito do consumo Mário Frota explica que esta situação de um peixe ser trocado por outro de valor comercial inferior "configura uma situação de fraude de mercadorias, prevista no artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 28, de 1984" e que quem comete tal ilegalidade arrisca "uma pena de prisão até um ano e multa até em dias". Apesar desta lei, o presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo considera a moldura penal fraca, uma vez que "esta infração é facilmente desmontável e faz que a fraude pareça uma mera bagatela penal".

Em particular sobre o caso do bacalhau com natas sem bacalhau, o especialista não tem dúvidas de que, após a notícia do DN, "o Ministério Público deve intervir, pois é o titular da ação penal, tal como a ASAE, que deve usar os poderes de polícia económica".

Também a coordenadora da Área Técnica de Saúde e Alimentação da Deco, Sílvia Machado, explica que esta associação de Defesa do Consumidor já tinha verificado situações similares e que este caso "revela carência ao nível da fiscalização". Além disso, Sílvia Machado não tem dúvidas de que "o problema de troca ou mistura de espécies (deliberada ou não) existiu e continua a existir."
Saúde humana em risco?

Embora o peixe-caracol seja um ilustre desconhecido junto dos técnicos nacionais, à partida a situação não constitui qualquer risco para a saúde humana. Rita Sá, especialista da Divisão de Oceanos da Liga de Proteção da Natureza e uma das responsáveis pelo programa "Que peixe comer?", diz não ter grande conhecimento sobre esta espécie, mas explica que "à partida não fará mal aos humanos". Isto porque "os peixes só são perigosos para a alimentação humana se tiverem veneno ou se forem espécies contaminadas".

O vice-presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Mário Durval, concorda que esta será mais uma situação de "vigarice" do que um risco para a saúde pública. "Os grandes vigaristas têm noção de que se o produto for prejudicial para a saúde pública chega à imprensa e depois a polícia investiga. Podem trocar por um peixe mais barato, mas não por um que faça mal às pessoas", explica.

O grupo Auchan, por sua vez, garantiu ao DN que, "à luz do atual conhecimento científico, a espécie indicada [pelo DN] está referenciada internacionalmente como espécie para alimentação humana, pelo que não constitui perigo para a saúde pública". Por outro lado, Mário Durval alerta que "se é fácil haver vigarices destas, também podem colocar no mercado produtos que sejam lesivos para a saúde pública. Nunca vai ser possível controlar tudo e é tonto quem o disser."

"Carne até pode ter elefante"

O rastilho da polémica da (in)segurança alimentar acendeu-se em meados de janeiro com a carne de cavalo. Tudo começou no Reino Unido, mas depressa se percebeu que o problema era mundial. E Portugal não escapou. A ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) apreendeu, inclusive, mais de 79 toneladas de carne.

Mário Durval explica que "a carne de cavalo até é melhor do que a de vaca. O problema é se em vez do cavalo colocam lá outra coisa qualquer". Ou seja: nada garante que não surja uma nova situação como a da carne de cavalo. Sílvia Machado considera que "essa possibilidade existe sempre, pelo que a fiscalização deve ser proativa".

A opinião de que a qualquer momento uma nova crise destas pode estar iminente é partilhada pelo biólogo Mário Gadanho, da Biopremier, que preconiza que "nada nos garante que daqui a uns tempos não surja outro caso como o cavalo". Mário Gadanho explica que "o cavalo não foi descoberto antes porque ninguém se tinha lembrado de procurar. A carne pode até ter gazela ou elefante, mas ninguém procura. Nós só encontramos aquilo que procuramos." A análise feita pelo laboratório é forense e deteta todos os vestígios -"até ADN humano encontrávamos se procurássemos porque os produtos são manuseados e basta uma pequena pele", diz, explicando que a lei só obriga à divulgação "quando existe mais de 1% de uma matéria".

E o "Happy Meal" é mesmo de vaca?

A polémica do cavalo, galopante em fevereiro, foi perdendo fôlego com o tempo. No entanto, o mesmo não impediu o DN de fazer análises em busca deste animal em vários tipos de carne. E foi pelo McDonald"s que o DN começou, mais precisamente pelo famoso menu Happy Meal. Sem identificar a marca - as amostras seguiram para laboratório sem rótulo ou qualquer indicação - foi procurado ADN de vaca, porco, cavalo e cão num hambúrguer recolhido no Restelo, mas apenas foi encontrada carne de vaca. O mesmo aconteceu num hambúrguer da cadeia H3, recolhido no Saldanha, em que também apenas foi detetada carne de vaca.

Seguiram-se os mesmos procedimentos para uma lasanha bolonhesa da marca Continente, em canelones à bolonhesa da marca Monissa, comprados no Lidl, numa lasanha bolonhesa da marca Pingo Doce e em almôndegas de origem sueca Kottbüllar, produto comprado no Jumbo de Alfragide, mas todos os testes deram negativos. Nem cavalo, nem porco, nem cão.

Artigo completo

Fonte: Diário de Notícias
O Diário de Notícias decidiu fazer uma investigação similar, embora pareça estar a ter menos impacto que a da Visão.

Avatar do Utilizador
Pedro
Administrador
Administrador
Mensagens: 11890
Registado: quarta-feira, 10 novembro 2004 20:07
Localização: Coimbra
Contacto:

Re: Veja o que está escondido no que come - artigo Visão

Mensagem por Pedro » domingo, 16 junho 2013 20:07

Já está um aviso no site do Jumbo a pedir a quem adquiriu este produto para o devolver, devido a um problema de rotulagem. Eu não lhe chamaria "problema de rotulagem", mas ao menos estão a fazer o que é correcto e devolver o dinheiro aos clientes.

Responder