Portugal

O geral das generalidades... para discutir tudo!
Hal9000
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Re: Portugal

Mensagem por Hal9000 »

Ricky147 Escreveu:
Hal9000 Escreveu:Eleições agora o melhor? Não fazes a mínima ideia do que estás para aí a dizer :no: :no: E não, não gosto destes tipos que estão no governo, mas umas eleições antecipadas seria o pior que se poderia fazer :no:
Com o devido respeito, não vejo em que medida é que eleições antecipadas seriam assim tão maléficas. É o sistema democrático a funcionar. Aliás, o próprio Cavaco referiu que este governo está debilitado. Em momentos de crise política, o ideal é devolver a voz "a quem mais ordena". A Itália vive há anos com uma democracia repleta de crises políticas e não é por isso, pese o facto de também estarem a atravessar uma crise económica, que deixa de ser uma potência económica.
Não vês? Basta ver os efeitos que ocorreram nas yelds da divida pública e na bolsa, aquando a noticia de demissão do "Portinhas" e os efeitos inversos quando anunciaram a existência de um acordo.

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Ricky147
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Re: Portugal

Mensagem por Ricky147 »

Não vejo, porque os mercados, na minha opinião, preferem a clarificação política do que o embróglio político em que estamos enfiados agora. Isto sim, é que é indefinição com joguinhos políticos para a trás e para a frente dentro da coligação e entre o PR e a AR e o governo. Apesar de não gostar dos que lá estão, se em contexto de eleições antecipadas os dois partidos da coligação voltassem a vencer, seriam legitimados pelo povo. Repara que o actual governo extravasou por completo o âmbito do programa político com que se apresentou a eleições o que, de per si, legitima a chamada a votos.
Respeitando a tua opinião, achas mesmo que um quadro de eleições antecipadas é mais nefasto do que um governo moribundo, uma tentativa de junta de salvação nacional a prazo, eleições antecipadas daqui a um ano? Isto é a maior das indefinições.

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Pedro
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Re: Portugal

Mensagem por Pedro »

PS vota a favor da moção de censura

O PS vai votar a favor da Moção de Censura ao Governo apresentada pelo Partido Ecologista os Verdes e que será discutida na quinta-feira na Assembleia da República, segundo apurou o PÚBLICO.

O PS junta-se assim ao PCP e BE que já manifestaram a sua intenção de votar a favor da moção do PEV.

Também neste domingo, o PS mostrou-se disponível "para se reunir, com todos os partidos políticos que concordem com os três pilares propostos pelo Presidente incluindo a realização de eleições antecipadas em Junho de 2014". A mensagem foi transmitida a Cavaco Silva pelo líder socialista, António José Seguro.

Seguro escolheu Alberto Martins para chefiar a delegação dos socialistas. Segundo o site do PS, "a indicação do representante do PS só foi transmitida ao Presidente da República, depois de conhecidas as declarações públicas de Jerónimo de Sousa e de João Semedo de auto-exclusão dos seus respectivos partidos do processo de diálogo".

Por seu turno, o PSD fez saber que será o vice-presidente do partido, Jorge Moreira da Silva para liderar a delegação social-democrata nas negociações. Do lado do CDS, foi indicado Pedro Mota Soares, o actual ministro da Solidariedade e Segurança Social.

No seu site, o partido informou que durante todo o sábado insistiu "na necessidade de todos os partidos com representação parlamentar serem convidados" a participar no processo de diálogo. Essa insistência durou toda a manhã e toda a tarde, até que foram conhecidas as posições públicas de auto-exclusão do processo de diálogo por parte dos líderes do PCP e do BE.

O partido reiterou "a defesa de que todos os partidos políticos com representação parlamentar deveriam ser convidados a participar". E negou que tenha havido, até ao momento, contactos informais entre os três partidos políticos que assinaram o memorando com a Troika, PS, PSD e CDS.

Fonte: Público
Esta moção de censura parece-me um favor que os Verdes vão fazer ao PSD. Aposto que, no final da votação, vamos ter o Passos a elogiar a união da coligação do governo. Faria sentido se o PP tivesse saído do governo e este se mantivesse em funções, mas assim... vai ser inútil.

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Ricky147
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Re: Portugal

Mensagem por Ricky147 »

Plenamente de acordo. Assim é encher chouriços, como se costuma dizer.

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Pedro
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Re: Portugal

Mensagem por Pedro »

Acabou de ser anunciado que não houve acordo entre PS, CDS e PSD. Vamos ver o que decide o Presidente a seguir... assim que estiver descansado das férias nas Selvagens.

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Pedro
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Mensagem por Pedro »

PSD e CDS convencidos de que Cavaco confirma Governo

O presidente da República revela hoje, numa declaração agendada para as 20h30, se mantém Passos e Portas, depois de os partidos da coligação e o PS não terem chegado a um "compromisso de salvação nacional".
PSD e CDS dizem que "este é tempo do presidente da República", mas estão convencidos de que Cavaco Silva vai dar continuidade a este Executivo.

O Presidente da República tem em cima da mesa cinco possibilidades como solução para a crise política:

Governo com remodelação
É um regresso às propostas iniciais PSD/CDS que agrada ao PM e a Portas. Passos prometeu até, no debate da moção de censura, que após as negociações iria avançar com a remodelação. "Reafirmo o convite ao dr. Paulo Portas, como líder do segundo partido da coligação, para vice--primeiro-ministro" garantindo que o seu "Governo está na plenitude dos seus poderes." Portas reforçaria a ideia: "Abrir o dique para eleições antes da legislatura chegar a meio é evidentemente afastar a normalidade constitucional."

Governo sem remodelação
Um cenário bastante improvável. Rejeitar uma qualquer remodelação deixaria o Governo numa situação de fragilidadeinsustentável, para além de levantar sérias dúvidas sobre a sua constitucionalidade.O art.º 191 da Constituição da República diz que "os vice-primeiros-ministros e os ministros são responsáveis perante o primeiro-ministro e, no âmbito da responsabilidade política do Governo, perante a Assembleia da República".

Eleições antecipadas, já
Caso seja esta a opção, Cavaco Silva terá de ouvir todos os partidos políticos com representação parlamentar, convocar e ouvir a opinião dos conselheiros de Estado - que em função das opiniões já conhecidas parecem estar divididos -, dissolver a Assembleia da República e a seguir convocar eleições legislativas num prazo de 60 dias. Um cenário possível, porém, o Presidente, na sua comunicação ao País no dia 10 de julho, argumentou que "iniciar agora um processo eleitoral pode significar um retrocesso naquilo que já foi conseguido e tornar necessário um novo programa de assistência financeira. Os sacrifícios dos portugueses, em parte, teriam sido em vão". E até invocou o interesse nacional para afastar esta hipótese: "Durante mais de dois meses teríamos um Governo de gestão limitado na sua capacidade de tomar medidas e de defender o interesse nacional."

Eleições só em 2014
Cavaco Silva abriu a porta a eleições antecipadas, depois da saída da troika e do cumprimento do programa de assistência, em junho de 2014. O PS concorda, mas pede uma antecipação do calendário para maio (para coincidir com as eleições europeias, para poupar "dinheiro aos contribuintes"). O CDS admitiu discutir uma data diferente, o PSD aceita, mas depois de 1 de janeiro de 2015. Se esta for a opção, o Presidente tem garantido um desacordo total sobre as datas.

Iniciativa presidencial
Possível, mas nada provável. A exclusão deste cenário foi colocada pelo próprio Presidente da República que em entrevista à RTP, na sua estada nas ilhas Selvagens, garantiu recusar um Governo de sua iniciativa. "Está totalmente excluído porque desde a revisão constitucional de 1982 os governos deixaram de responder politicamente perante o Presidente. Se um governo responde perante a Assembleia da República então não faz sentido qualquer governo de iniciativa presidencial", afirmou Cavaco.

Fonte: Diário de Notícias
Às 20h30 já devemos saber o que acontece, assumindo que o presidente não tenta novamente empurrar as coisas para outra pessoa. Considerando a parcialidade dele com o PSD, diria que deve aceitar a remodelação e, eventualmente, marcar eleições para o final de 2014. Mas pode ser que surja alguma surpresa.

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Pedro
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Re: Portugal

Mensagem por Pedro »

E, depois de 10 minutos a dizer que a solução dele era fantástica, anunciou que vai continuar tudo na mesma. Disse ainda que estas negociações mostraram aos portugueses que os partidos estão dispostos a colaborar, que melhoraram a nossa confiança no sistema político, que dão garantias para um entendimento futuro e que criaram sementes importantes... é oficial, está a ficar senil. :roll:

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Re: Portugal

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Moção de confiança discutida na segunda-feira

A moção de confiança que o Governo vai apresentar deverá ser discutida na próxima segunda-feira, no último plenário da actual sessão legislativa.

Esse é o calendário que está previsto, apurou o PÚBLICO. Na quarta-feira, a proposta de moção de confiança deverá dar entrada no Parlamento e deverá ser agendada na conferência de líderes que está marcada para esse dia. As moções (de confiança ou de censura) têm de ser discutidas no terceiro dia após a sua entrega na mesa da Assembleia da República.

O último plenário marcado, previsto para segunda-feira, destinava-se a votações finais de diplomas do Governo que estavam pendentes nas comissões, designadamente o das 40 horas de trabalho na função pública e a requalificação da administração pública, que foram atrasados para não prejudicar as negociações com o PS em torno de um compromisso de "salvação nacional".

O anúncio da moção de confiança foi feito ontem pelo próprio Presidente da República na sua comunicação ao país. Segundo Cavaco Silva, esse será o momento em que o Governo "explicitará as principais linhas de política económica e social até ao final da legislatura".

Fonte: Público
Se a moção de censura não fazia sentido dado o governo manter a maioria, nem sei o que dizer desta moção de confiança. Isto só pode ser para gozar... e passarem uma tarde sem trabalhar.

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Re: Portugal

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Portugal só cria empregos com salários abaixo de 310E

Portugal só conseguiu criar emprego mal remunerados, nos salários abaixo do nível de pobreza, abaixo dos 310 euros.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a destruição de postos de trabalho por conta de outrem entre o segundo trimestre de 2012 e igual período deste ano foi de 4% (ou menos 146 mil empregos em termos líquidos). Todos os escalões de rendimento contribuíram para a descida exceto o dos salários líquidos inferiores a 310 euros, o qual registou um aumento de 5,2% (mais oito mil casos).

Fonte: Diário de Notícias
Eu apostaria que o governo vai dar a volta a esta notícia dizendo que há escalões em que houve criação de emprego e que isso representa mais um sinal de retoma... :roll:

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Re: Portugal

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Ministra: «Tenho rendimentos diminuídos e pouca margem para poupar»

Maria Luís Albuquerque diz que não tem poupanças e justifica que também tem sido afetada pelos cortes, porque é funcionária pública.

A ministra das Finanças diz que não possui qualquer poupança, e que neste momento tem pouca margem para poupar porque, como a maioria dos portugueses, tem menos rendimentos. «Eu também sou funcionária pública», lembra.

Ministra promete: «Reporemos salários e pensões assim que possível»>

Em entrevista à SIC, Maria Luís Albuquerque justificava assim o facto de não ter um Plano Poupança Reforma, nem ter planos para constituir um em breve: «Neste momento tenho o mesmo impacto que muitos outros portugueses: tenho rendimentos diminuídos e continuo a ter três filhos pequenos. Neste momento tenho pouca margem para poupar».

Questionada sobre outras poupanças que pudesse ter, a ministra negou ter qualquer pé-de-meia: «Não tenho poupanças neste momento», garantiu, lembrando que «a minha declaração, do que eu tenho, é pública no Tribunal Constitucional»

«Tenho uma casa, que estou a pagar. Tenho despesas, e menos receita, porque somos afetados como todos. Além do mais sou funcionária pública», lembrou.

A ministra admitiu no entanto que, apesar de todos serem afetados pelos cortes, «naturalmente, uns (são) sempre mais que outros, e quem tem muito sente sempre menos, porque mesmo que se tire muito, faz menos diferença do que a quem tem pouco. Daí a preocupação que o Governo tem sempre tido em proteger os mais desfavorecidos», concluiu.

Fonte: TVI24
Isto é completamente insultuoso para os funcionários públicos com salários de €600 que vão sofrer cortes.

Por outro lado, compreende-se porque estamos na situação actual. Quando a ministra das finanças, com o ordenado que possui, não consegue gerir as finanças pessoais... :dis:

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Ruizito
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Re: Portugal

Mensagem por Ruizito »

Pedro Escreveu: Por outro lado, compreende-se porque estamos na situação actual. Quando a ministra das finanças, com o ordenado que possui, não consegue gerir as finanças pessoais... :dis:
Pensei o mesmo. Esta gente devia era ter vergonha. Até porque a "pobre" ministra é "gaja" para ganhar mais de 2000.00 €, valor a partir do qual este governa considera que as pessoas são milionárias!
Já não bastava o outro a queixar-se das reformas...

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Pedro
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Re: Portugal

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Polícias em protesto tentam entrar na AR

Os polícias que protestam contra o Orçamento de Estado de 2014 tentaram forçar a entrada na Assembleia da República. Foi chamado o Corpo de Intervenção da PSP.

Antes destes momentos de tensão, as vedações de segurança que estavam colocadas junto à AR foram retiradas. Ao mesmo tempo foram ouvidos petardos.

De acordo com a organização do protesto, que começou esta quinta-feira no Largo de Camões, participam nesta concentração mais de cinco mil polícias que contestam os cortes previstos no Orçamento do Estado para o próximo ano.

Aquele número de presenças já faz com esta manifestação seja a maior de sempre dos elementos das forças policiais.

O protesto começou no Largo de Camões local onde marcou presença o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, que elogiou a "coragem" dos policias por participarem na concentração.

O início do protesto estava marcado para as 17.30, mas foi adiado para as 18.30, depois de ter havido problemas no transporte de funcionários do Porto até Lisboa. Também os inspetores da Polícia Judiciária (PJ) só terminam o seu período de trabalho às 18.00.

Fonte: Diário de Notícias
E parece que temos um confronto entre polícias em frente à Assembleia. O protesto ainda está a decorrer.

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Re: Portugal

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E o cordão de segurança acabou de ser ultrapassado, os manifestantes já subiram as escadas da Assembleia.

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Re: Portugal

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MAI dá 'exílio' dourado a diretor demitido da PSP

Paulo Valente Gomes, exonerado após a polémica da manifestação dos polícias na escadaria do Parlamento, vai ser oficial de ligação na embaixada em França. Irá ganhar 12 mil euros por mês, o triplo do que auferia como diretor da PSP.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, nomeou o ex-diretor nacional da PSP, Paulo Gomes, para oficial de ligação do seu ministério na embaixada portuguesa em Paris. O posto terá sido criado especialmente para Paulo Gomes, que apresentou a sua demissão, há menos de um mês, da chefia da PSP na sequência dos incidentes na manifestação dos polícias junto ao Parlamento.

Ao que o DN apurou, o salário não deverá ser inferior a 12 mil euros mensais, o triplo do que auferia. Segundo a tabela remuneratória, o diretor da PSP tem como ordenado base cerca de 3800 euros, mas com ajudas de custo recebe um pouco mais de quatro mil euros.

Fonte: Diário de Notícias
Cargo criado propositadamente, um mês após a demissão...? Já nem se dão ao trabalho de disfarçar a troca de favores... :dis:

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Re: Portugal

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Um novo aumento de impostos que agora é “o mais pequeno possível”

Quinze dias depois de o primeiro ministro garantir que o Governo não estava a trabalhar em “medidas que incidam em matéria de impostos, salários ou pensões”, os portugueses foram esta quarta-feira surpreendidos com mais uma série de
novas medidas que, umas pela positiva outras pela negativa, influenciam precisamente aquilo que recebem e pagam de impostos, salários e pensões.

A promessa do primeiro-ministro de que funcionários públicos e pensionistas até iam ficar melhor do que estavam confirmou-se, já que as novas taxas, impostos e contribuições a que ficarão sujeitos em 2015 são menores do que o alívio agora realizado aos cortes a que têm sido sujeitos.

No entanto, para uma parte considerável da população — todos os trabalhadores do sector privado — entre as medidas agora apresentadas não há nada que aumente o seu rendimento, apenas há medidas que o reduzem. Este segmento da população não recebeu as notícias que esperava de um início da redução do IRS e acabou antes por ver a taxa normal do IVA subir e a contribuição que tem de fazer para a Segurança Social ser agravada. Depois de sucessivos programas de austeridade em que funcionários públicos e pensionistas foram os principais visados do Governo, os papéis desta vez inverteram-se.

Aquilo que de mais importante foi apresentado no Documento de Estratégia Orçamental (DEO) foi a forma como, a partir de 2015, o Governo pretende substituir os cortes nos salários dos funcionários públicos e nas pensões que tinham sido apresentadas como provisórias.

Primeiro as boas notícias: os pensionistas vão deixar de pagar a Contribuição Extraordinária de Solidariedade e os funcionários públicos vêem 20% dos cortes aplicados aos seus salários serem repostos.

Depois, inevitavelmente, as más notícias: os pensionistas ficam sujeitos a uma taxa que, sendo praticamente metade da CES, é permanente, e a generalidade dos portugueses (quer do sector público quer do privado) vê a taxa do IVA passar de 23% para 23,25%, enquanto a contribuição para a Segurança Social passa de 11% para 11,2%.

Nas suas contas, o Governo perde 660 milhões com a extinção da CES e 225 milhões com a reversão de parte dos cortes salariais, mas ganha 372 milhões com a nova taxa sobre as pensões, 150 milhões com o IVA e 100 milhões com a TSU. Para acertar as contas, apresentou ainda uma estimativa de ganho de 200 milhões de euros com a taxa sobre a indústria farmacêutica e de 100 milhões com impostos sobre o consumo.

Para justificar o facto de, mais uma vez, se ter virado para o aumento de impostos, o Governo apresenta para já dois argumentos principais. O primeiro é que o agravamento do IVA e da TSU serve para responder ao apelo do Tribunal Constitucional para repartir o esforço de consolidação, feito quando chumbou a convergência de pensões entre o sector público e o privado. O segundo é o de que o aumento de impostos é muito reduzido. Depois do “enorme aumento de impostos” de Vítor Gaspar em 2013, Maria Luís Albuquerque fala agora de um aumento de impostos que é “o mais pequeno possível”.

“Estamos a fazer um ajustamento o mais pequeno possível na taxa normal do IVA, para ir ao encontro daquilo que interpretamos como sendo a orientação do Tribunal Constitucional sobre a distribuição adequada do esforço de sustentabilidade do sistema de pensões. É um ajustamento muito pequeno na taxa normal do IVA e que distribui na sociedade uma parte do esforço pedido a título extraordinário aos pensionistas. Este montante fica consignado ao sistema de pensões e à sua sustentabilidade”, afirmou a ministra das Finanças.

Fonte: Público
E mais um aumento de impostos, com o IVA a bater outro record. A este ritmo, daqui a uns anos estamos a ser ultrapassados pela Índia e similares em poder de compra.