Queima das Fitas 2009 - 1 a 8 de Maio

Para anunciar ou comentar eventos, encontros e convívios que têm lugar em Coimbra
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Kika2
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Mensagem por Kika2 »

Pode ser que este ano as coisas mudem um bocadinho... :x
Com o aumento dos preços dos bilhetes pontuais, os paizinhos pensem duas vezes antes de lhes dar o dinheiro.... ou então não!!

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caroxa
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Mensagem por caroxa »

Estava aqui a dar uma olhadela no site da UC e vi isto:

"Desconto de 20% para Antigos Estudantes no acesso às Noites do Parque".

Já é uma ajudinha boa para aqueles que já pertenceram á academia e que gostariam de beneficiar de qq coisa (o qual eu tb concordo) :)

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Pedro
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Mensagem por Pedro »

Para obter esse desconto é necessário pertencer à Rede UC sem ser na modalidade gratuita (a anuidade varia entre €10 e €60). Os interessados podem obter mais informações no site da Rede UC.

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Lino
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Mensagem por Lino »

Só da UC? E pessoal do politécnico e privados? :(

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Pedro
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Mensagem por Pedro »

Se se chama "Rede UC"... tem lógica que seja apenas da UC.

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caroxa
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Mensagem por caroxa »

lol pois... tem lógica que seja só p ex alunos da uc visto q é uma iniciativa promovida pela universidade mesmo..

RuiSantos
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Mensagem por RuiSantos »

Mega FM Escreveu:Ah... e não te esqueças que podes ter uma entrada em grande com a MEGA FM, nesta Queima: de MEGA SLIDE! Se fores aventureiro e corajoso o suficiente, só precisas de levar contigo o teu bilhete para atravessares o rio Mondego e entrares no Queimódromo a voar!
Ver se não falho desta vez! :D

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Lino
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Mensagem por Lino »

Ehhhh eu quero! Já o fiz no euro e fiquei com saudades :)

Skalap
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Mensagem por Skalap »

Alguem conhece os horarios do palco principal?

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Lino
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Mensagem por Lino »

Os primeiros a tocar fazem-no aí pelas 11 e tal...

Metacarpo
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Mensagem por Metacarpo »

Fala-se muito aqui nas últimas páginas de tradição académica e coimbrã. E pergunto se realmente esses termos são ainda actuais ou se fazem sequer sentido nos dias que correm.

O exemplo cultural das guitarras e do Fado de Coimbra é demonstrativo. Algemados à tradição, não se anda para a frente, não se experimenta. Ouvem-se as mesmas baladas da família Paredes e de alguns compositores de Fado do século passado. Coisa que acontece apenas em Coimbra. O Fado português evoluiu, todos os géneros musicais icónicos mundiais avançaram - pelo menos mais que as guitarras de Coimbra.

Referem-se as bebedeiras e festas até às tantas como a nova forma de ser estudante de Coimbra, mas não serão essas experiências da juventude que já os nossos pais faziam? E acho que singir a vida coimbrã a essa parte é estar, no mínimo, mal informado. Ou, por outro lado, querer puxar o tão português "no meu tempo é que era".
Com uma vida cultural que não é extensa, mas não é tão pouco escassa, o estudante de Coimbra pode viver semanalmente com filmes a custos baixos, concertos grátis ou também de preço reduzido, exposições, espaços de convivencia interessantes - nenhum destes com obrigatoriedade de alcool no sangue.

E depois as míticas praxes - confesso que aqui me dirijo às Trupes - onde se pratica o medo, a impunidade e vivência acima da lei, apenas pelo facto de se ter nascidos uns meses antes.

Curioso este Século XXI

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winger
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Mensagem por winger »

Metacarpo Escreveu:Fala-se muito aqui nas últimas páginas de tradição académica e coimbrã. E pergunto se realmente esses termos são ainda actuais ou se fazem sequer sentido nos dias que correm.

O exemplo cultural das guitarras e do Fado de Coimbra é demonstrativo. Algemados à tradição, não se anda para a frente, não se experimenta. Ouvem-se as mesmas baladas da família Paredes e de alguns compositores de Fado do século passado. Coisa que acontece apenas em Coimbra. O Fado português evoluiu, todos os géneros musicais icónicos mundiais avançaram - pelo menos mais que as guitarras de Coimbra.

Referem-se as bebedeiras e festas até às tantas como a nova forma de ser estudante de Coimbra, mas não serão essas experiências da juventude que já os nossos pais faziam? E acho que singir a vida coimbrã a essa parte é estar, no mínimo, mal informado. Ou, por outro lado, querer puxar o tão português "no meu tempo é que era".
Com uma vida cultural que não é extensa, mas não é tão pouco escassa, o estudante de Coimbra pode viver semanalmente com filmes a custos baixos, concertos grátis ou também de preço reduzido, exposições, espaços de convivencia interessantes - nenhum destes com obrigatoriedade de alcool no sangue.

E depois as míticas praxes - confesso que aqui me dirijo às Trupes - onde se pratica o medo, a impunidade e vivência acima da lei, apenas pelo facto de se ter nascidos uns meses antes.

Curioso este Século XXI
Concordo com algumas coisas que referes mas na minha opinião não deves colocar tudo no "mesmo saco". De facto a tradição coimbrã sempre teve algo de boémio, mas o álcool e a bebedeira não eram o objectivo último dessas vivências. Infelizmente é isso o que vejo hoje em dia, o culto da bebedeira, desvalorizando o salutar convívio entre pares, seja em que cenário ou contexto for.

Quanto ao fado de Coimbra, é uma tradição. Faz-se música bem actual na cidade, basta olhar para as bandas que andam aí, mas não me faz confusão tocar-se as baladas intemporais nas Serenatas. Mas aqui é uma questão de opinião pessoal, não haverá uma "verdade absoluta" :) .

A Praxe, será também sempre alvo de eterna discussão, sobre o exagerado rigor, por parte de uns, ou a completa falta dele, por parte de outros (cada vez mais, infelizmente). A Praxe tende a ser vista como uma "fantochada", talvez fruto da "globalização nacional" que levou a "Praxe" a quase todas as instituições de Ensino Superior do país que pegam nalguns detalhes da Praxe de Coimbra e os adaptam ou deturpam.
Se é verdade que há alguns abusos (nas trupes, nomeadamente), também é verdade que só adere à Praxe quem o quiser. O problema é que muita gente quer aderir só a certos preceitos da Praxe, e não é assim que deve funcionar. Fazendo uma analogia algo rebuscada é o mesmo que eu estar inserido nesta sociedade mas não concordar com os impostos e, portanto, não os pagar. Ou não concordar com determinadas leis e não as cumprir.

Penso que estes assuntos devem ser alvo de discussão, desde que não se caia em extremismos. É a falar que o povo se entende. :)

SusanaP
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Mensagem por SusanaP »

Também é típico de alguns afirmarem que para se ser ou se demonstrar evoluído tem que se cortar com isto ou diminuir a influência das práticas daquilo...

E porquê?

Para provocar e apresentar obrigatoriamente sinais de modernidade?

Sinal de modernidade é conseguir muitas vezes preservar determinados conceitos e contextos, face a um mundo tão globalizado. É conseguir avançar sem se perder.

Nunca me pareceu que a genialidade de alguns, especialmente daqueles que suportam a existência de alguns estilos musicais (deve-se à família Paredes a forma de tocar guitarra portuguesa no estilo que conhecemos como a guitarra de Coimbra) pudesse despoletar tamanho descontentamento de outros.

É um total absurdo dizer-se que não se faz nada de novo, para além de tocar as velhas músicas. Eu pergunto....andarão as pessoas surdas. Agora, se os gostos se afunilam naquilo ouvem e querem ouvir com maior frequência, teremos que deixar de tocar esses temas só porque isso nos faz parecer "atrasados"???

E claro que o Fado de Coimbra não deve perder o seu fio condutor. É isso que lhe confere identidade. Mesmo assim, conheço diferentes nuances, "e bem actuais", da Canção de Coimbra.

Muitas vezes até refiro que dentro do Fado de Coimbra, identificam-se perfeitamente estilos que reúnem maior simpatia por parte do público estudante. Refiro ainda que eu, como pessoa aficcionada do fado de Coimbra, gosto e ouço-o na sua totalidade, na sua forma mais ortodoxa ou ou com uma sonoridade mais actual.

Nas Serenatas, tocam-se não só fados intemporais (se as pessoas gostam e incentivam, há que enterrar para se demonstrar sinal dos tempos modernos?), como também criações actuais.

Não me parece que defender o passado seja encarnar a figura de velho do restelo, mas sim a posição oposta, tal é a euforia com que muitos criticam práticas culturais, o imaginário, o simbolismo, ou seja, a história que confere originalidade a determinadas regiões.

Em todo o mundo, em todos os géneros musicais evolui-se, mas existem as referências imortais. O Fado de Lisboa tem igualmente as suas personalidades de referência, cujo estilo não morre e continua a ser o mais aplaudido, reconhecido e que se associa ao que o Fado de Lisboa é, apesar de novos conceitos ou experimentos.

As músicas diminuem na frequência com que são tocadas quando se tornam praticamente obsoletas, não quando são vividas com intensidade e despertam o tipo de vivências e emoções que estão à vista de todos.

Mas claro, vamos ordenar às pessoas para que deixem de valorizar e sentir como forma de modernidade e evolução dos tempos.

Gostam???...mas....esqueçam, vamos em frente ninguém nos vai parar!!!!

Despe-se o Fado daquilo que ele é, se lhe retirar-mos a guitarra de Coimbra. Ou será que o palpite é acrescentar-mos umas cordas, umas gaitas, uns bombos, uns pianos...e assim já somos gente actual.....e claro, moderna.

Nunca foi por se defender e reproduzir o passado, que as coisas deixaram de evoluir. Deixem que se siga o curso normal, no devido tempo, para que aconteçam de forma natural. Esta postura não contempla lutar activamente contra o que existe como forma de progresso.

O que funciona mal deve ser repensado. Os exageros devem ser corrigidos. As agressões devem-se simplesmente excluir. O que é aceite e aplaudido pelas pessoas deve-se MANTER, abrindo-se espaço para CRIAR COM NATURALIDADE.

O fundamento do que é belo deve ser defendido, e nada impede que, paralelamente, se faça e produza o que quer que seja.

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Lino
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Mensagem por Lino »

O cómico é ver os anti-praxe todos a mamar minis no cortejo da Queima e nas noites... afinal, Queima das Fitas é o momento alto da praxe!!

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{mineirinha}
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Mensagem por {mineirinha} »

Mas ó Lino,eles podem fazer isso e podem ir às noites do parque.
Não vejo porque ir contra essa atitude deles,sinceramente.
Afinal o cortejo passa no centro da cidade,disponível a quem quiser.
Para isso,idosos,ou jovens do secundário não podiam nem ver nem pedir uma garrafa de água nos carros,por exemplo.
Eu mesma já pensei assim,mas é preciso ter bom senso.
Eles são estudantes à mesma,mas escolheram não ser a favor da praxe.
O que se deve ter em conta é dizerem anti-praxe e trajarem...isso eu concordo.
Mas no entanto,eles como estudantes não menos que nós a favor da praxe têm o direito de tirarem partido das festas da academia.
Muitos deles vão às aulas,são bons alunos,muito melhor que os palermas que andam bêbados no cortejo e a vomitar nas noites do parque e depois dizem cumprir código da praxe.