quinta-feira, 15 março 2018 16:36
sexta-feira, 04 maio 2018 14:37
sexta-feira, 04 maio 2018 14:39
Músicas para Churrasco levam 1/4 do orçamento das noites do Parque da Queima das Fitas
Um quarto do orçamento das Noites do Parque da edição da Queima das Fitas de Coimbra vai para o concerto do brasileiro Seu Jorge.
Seu Jorge, ou alguém por ele, vai cobrar 70 000 euros. É mais do dobro do montante que vai ser entregue à sua compatriota Daniela Mercury ou aos israelitas Vini Vici.
Seu Jorge, autor de Músicas para Churrasco como Ela é Bipolar e Amiga da Minha Mulher, também vai actuar na Queima das Fitas do Porto.
O cantor actua com regularidade em Portugal. Em 2017 foi contratado por diversos municípios que lhe pagaram entre 30 e 70 mil euros, sendo que os valores sobem sempre que as autarquias celebram contratos com determinado fornecedor.
Os vencedores do campeonato nacional com o cachet mais elevado são os eternos Xutos & Pontapés. Recebem quase 40 000 euros. Menos 30 mil que Jorge, mais 10 mil que Mercury.
Richie Campbel actua por pouco mais de 20 000 euros e os Calema recebem cerca de 15 000 euros, o que os coloca entre num lugar intermédio neste pódio dos quem recebe mais ou menos, onde ainda se destacam os 12 mil euros pagos a Mundo Segundo e Sam The Kid.
O mítico Quim Barreiros pede “10 000 limpinhos” para tocar mais do mesmo no dia do Cortejo, fazendo a segunda parte dos incansáveis Hi-Fi que se contentam com um terço deste valor para tocar no parque e no baile.
Blaya, Linda Martini, Dillaz, Carolina Deslandes e Wet Bed Gang ficam felizes com valores entre os 5 e os 8 mil euros.
Os pouco desconhecidos Club Banditz levam para casa cerca de 3000 euros, bem mais do que as tunas, ranchos e corais universitários que não recebem dinheiro para actuar na Queima das Fitas.
Fazendo as contas, verificamos que a Associação Académica vai pagar 300 000 euros a estes 15 artistas, o que dá uma média de 20 000 euros para cada um, mas a média é o que se sabe e cada um fica com o que lhe dão.
Notícias de Coimbra divulga estes valores em nome da transparência académica. Sabemos que a Associação Académica não está obrigada a seguir as normas definidas para a contratação pública, mas como instituição de utilidade pública financiada pelos portugueses devia ter uma postura mais clara, mais não seja para acabar com o secular rumor que “há muita gente a comer na Queima das Fitas”.
Fonte: NDC