Marcopolo Portugal pode fechar portas...

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Lino
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Mensagem por Lino »

Junkers não é dos esquentadores?
Este governo.... leva um vermelho enorme, mas e quem lhe seguir? Que medo...

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duffy
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Mensagem por duffy »

Lino Escreveu:Junkers não é dos esquentadores?
Este governo.... leva um vermelho enorme, mas e quem lhe seguir? Que medo...
Epá mas o governo agora também é culpado pelas estratégias dos privados? Que mentalidadezinha.... Fazem melhor? Metam-se na vida políticia e tentem chegar lá acima e façam melhor!

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banjix
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Mensagem por banjix »

duffy Escreveu:Epá mas o governo agora também é culpado pelas estratégias dos privados?
Mas tu não sabes que o governo é o culpado de tudo o que de mau acontece?

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Ruizito
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Mensagem por Ruizito »

...é que enquanto se vai culpando o governo, vão-se desculpando todos os outros, aqueles que recebem os subsidios e os incentivos, levam vidas principescas à custa disso e no final mandam para o desemprego uma quantidade enorme de gente... Aqui é que está a verdadeira culpa do governo que não pune exemplarmente estes pseudo-empresários.

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banjix
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Mensagem por banjix »

Ruizito Escreveu:Aqui é que está a verdadeira culpa do governo que não pune exemplarmente estes pseudo-empresários.
Diria mesmo mais, estes pseudo-empresários não são punidos, quanto mais exemplarmente. A má gestão que leve a falências e/ou despedimentos deveria ser considerado crime.

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duffy
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Mensagem por duffy »

banjix Escreveu:
Ruizito Escreveu:Aqui é que está a verdadeira culpa do governo que não pune exemplarmente estes pseudo-empresários.
Diria mesmo mais, estes pseudo-empresários não são punidos, quanto mais exemplarmente. A má gestão que leve a falências e/ou despedimentos deveria ser considerado crime.
Precisamente, em vez de ficarem sentados à espera que o governo é que venha fazer alguma coisa, assim como este utilizador que vem para aqui falar da má gestão, se tem tanta certeza daquilo que diz, junta colegas e tentam fazer algo... assim como também devia ser investigado se a empresa recebeu beneficios do governo ou da câmara na altura em que se fixou cá, caso isso tenha acontecido, não digo que devia reembolsar esses apoios, mas pelo menos os juros já não era mau.

Mas é sempre mais simples culpar o governo e continuar a cultivar essa mentalidade de que o governo é o nosso papá e tem que nos alimentar a todos à boa vida e com subsidios, e quando há m*rda chama-se o papá para a resolver!

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Pretender
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Mensagem por Pretender »

Vamos lá ver...
Num estado normal, onde as instituições funcionassem, não seria preciso intervenção do Estado.
Agora reparem que muitos dos projectos de investimento em Portugal, tiveram que ter a mão pessoal do PM, e o do os próprios ministros gabaram-se de isso no pós-e-contras, sendo que o célebre economista Medina Carreira criticou isso, que é preciso ser uma alta figura a desencravar dossiers.
Volto a dizer, se as instituições funcionassem, seria numa primeira instância a câmara e o governo civil a lidar com a situação, mas estes nem disso sabiam.
Continua-se a pensar, o que realmente faz um governo civil.

Que atenção houve pela CMC e governador civil pela MarcoPolo nos últimos anos?

Pelo que vi a MarcoPolo, quer sair não por falta de encomendas ou dívidas, mas porque pretende desistir do negócio na "Europa Ocidental".
Provavelmente depois abre uma no leste e continua a vender autocarros para aqui...

Dito tudo isto, atendendo ao centralismo e ao desleixo das outras entidades e estando a falar de 180 empregos, numa da pouca indústria que existe em Coimbra, via com bons olhos uma acção que colocasse Marcopolo admin. Brasil e Governo à mesa, como já foi feito noutros casos.
Agora se vocês vêm para cá falar bla bla o estado isto e aquilo é porque não estão por dentro das negociatas que infelizmente tem que ser feitas por cá.

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Pedro
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Mensagem por Pedro »

Governo Civil confiante em desfecho feliz para Marcopolo

O Governo Civil reafirmou ontem que «há investidores interessados em continuar a actividade e em manter um grande número de postos de trabalho» na Marcopolo – Indústrias de Carroçarias, Lda, multinacional brasileira que anunciou a intenção de encerrar a sua unidade fabril em Coimbra.

O Governo Civil de Coimbra informou ter realizado quarta-feira, em colaboração com o director regional de Economia do Centro, uma «extensa reunião de trabalho com potenciais investidores no sentido de viabilizar a continuação da laboração» da empresa.

«Estão agora a ser desenvolvidos esforços com vista à elaboração de uma proposta de aquisição da empresa, que seja viável e favorável para todos os envolvidos neste processo», refere o Governo Civil em comunicado.

Também ontem o Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (Sindel) divulgou uma informação à Imprensa onde, a propósito dessa reunião, reconhece «haver disponibilidade dos responsáveis pela Marcopolo e de alguns investidores para o encontro de uma solução que mantenha os postos de trabalho ou que, a haver despedimentos, atenue as suas causas reduzindo o número de trabalhadores abrangidos por esta medida».

O assunto é abordado num plenário de trabalhadores da Marcopolo que aquele sindicato marcou para hoje de manhã.

Fonte: Diário de Coimbra
Parece que a situação se vai resolver de forma positiva para os trabalhadores.

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Pretender
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Mensagem por Pretender »

Pedro esse género de conclusão é demasiado abusiva.
Faz-me lembrar todos os passos da Quimonda, onde aparece sempre alguém a sondar (a inquirir-se do projecto, viabilidade, etc) e depois são super valorizadas na imprensa para "calar o povo" e desviar atenções dos problemas de fundo do nosso tecido empresarial e económico.

Notícia no Público e como se esperava nada animadora.
Para além de o tal Belga, ter segundo o seu advogado, encontrado outro local para a continuidade do negócio, caso adquira os direitos sobre a propriedade industrial da Marcopolo - embora isto possa ser entendido como uma forma de pressão/celeridade no processo.
Também diz que só avança se o governo 'escriturar' os apoios fiscais que concede.
Jornal Público Escreveu: Futuro da fábrica de Coimbra em indefinição

Investidores para Marcopolo só avançam depois de "garantias concretas" do Governo
07.09.2009 - 16h21
Por Lusa


O investidor belga interessado na fábrica da Marcopolo em Portugal só avançará com uma proposta de negócio se tiver "garantias concretas" de apoios da parte do Governo, disse hoje à Lusa o advogado de Patrick Jonckheere.

Os investidores portugueses com quem Patrick Jonckheere esteve reunido no fim-de-semana também "mantém o interesse" no negócio, mas ambos os grupos exigem "mais do que uma declaração de intenções", referiu Luís Lourenço Matias.

"No estado (de crise) em que o mercado automóvel se encontra é importante ter certezas e ainda só houve declaração de intenções, a questão tem a ver com a intervenção que o Estado pode ter", disse o representante de Patrick Jonckheere, frisando que querem saber "preto no branco" quais os apoios de que podem beneficiar.

Sexta-feira, o ministro da Economia e da Inovação, Teixeira dos Santos, disse que o Governo está "a trabalhar" para encontrar uma solução para a empresa mas considerou prematuro pronunciar-se sobre a proposta de Patrick Jonckheere.

Luís Lourenço Matias sustenta que, neste momento, "a Marcopolo já não é imperativo, foram encontradas em Agosto alternativas", noutros locais do país, à unidade de produção que o grupo brasileiro, um dos maiores produtores do mundo de carroçaria de autocarros, detém em Coimbra.

Após o fecho das negociações sem sucesso entre o investidor belga e a Marcopolo, em Julho, em cima da mesa está a compra do activo industrial da Marcopolo-Portugal, 'stocks', a continuidade da produção de autocarros, a conservação da marca por mais alguns meses e a manutenção de cerca de 140 dos actuais 176 trabalhadores.

Criada em 1990, a fábrica está com laboração parada desde 24 de Agosto e os trabalhadores cessam o vínculo com a empresa no próximo dia 15.

A comemorar 60 anos de actividade, o grupo Marcopolo tem "mais de 1.200 colaboradores". Detém quatro fábricas no Brasil e possui unidades na Argentina, México, Colômbia, África do Sul, Rússia e Índia.
Fonte: Última Hora - Público


Notícia no Diário de Coimbra que tem mais informação (para variar) que as paupérrimas notícias vindas da Lusa:
Diário de Coimbra Escreveu: MARCOPOLO
Investidor belga prepara contraproposta de compra

O investidor belga interessado na unidade de produção de carroçarias de autocarro da Marcopolo irá apresentar segunda-feira uma contraproposta ao grupo brasileiro, mas aguarda garantias concretas de apoio do Estado português, disse ontem à Lusa o advogado de Patrick Jonckheere.

Luís Lourenço Matias referiu que Patrick Jonckheere irá continuar em Portugal durante alguns dias para «desenvolver contactos com empresas», acrescentando que as negociações com a Marcopolo, uma das maiores produtoras do mundo de carroçaria de autocarros, estão numa «fase muito inicial».

Em cima da mesa está a compra do activo industrial da Marcopolo-Portugal, ‘stocks’, a continuidade da produção de autocarros, a conservação da marca por mais alguns meses e a manutenção de cerca de 140 dos actuais 173 trabalhadores, referiu.

O empresário, que detinha uma das maiores fábricas de autocarros na Bélgica, a Jonckheere, entretanto adquirida por um grupo holandês, reúne este fim-de-semana com alguns investidores portugueses.

«Segunda-feira iremos dar resposta ao eventual negócio, os pressupostos de Julho são agora diferentes, porque a fábrica está parada há dois meses», declarou o advogado.

A proposta inicial envolvia também investidores portugueses mas as negociações com a Marcopolo acabaram sem acordo, em Julho. A nova fase de negociações decorrerá com a intermediação do director regional de economia do Centro e do governador civil de Coimbra.

«Se não houver intermediação do Estado, dificilmente haverá negócio», afirmou à Lusa o representante de Patrick Jonckheere, sublinhando que «não basta declaração de intenções, o importante é saber de que forma o Governo pode ajudar a salvaguardar postos de trabalho».

Luís Lourenço Matias afirmou que Patrick Jonckheere está disposto a pagar «um preço justo» por uma empresa que «desde a saída do administrador português, há quatro anos, apresenta resultados negativos», num mercado «muito competitivo e em profunda recessão».

Sem precisar o montante em jogo, o advogado refere que a Marcopolo «nunca disse quanto queria» pela fábrica de Coimbra, que tem um peso de «10,8% no grupo».

Após o fecho das negociações de Julho, referiu, o empresário belga encontrou alternativas em outras zonas de Portugal para produzir autocarros, mas em menor escala, já que a Marcopolo produzia anualmente mais de 100 veículos.

Após o plenário de trabalhadores da empresa realizado ontem, os cerca de 180 funcionários afirmaram estar «um pouco resignados» com o fim dos contratos, dia 15, mas «na expectativa face às negociações», disse à Lusa Juvenal Sousa, do Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (SINDEL).

Ontem à tarde, uma comissão sindical reuniu com a administração da empresa para tratar das indemnizações a que os trabalhadores têm direito.

Terça-feira, o SINDEL reúne com o presidente da Câmara de Coimbra. Os trabalhadores marcaram também um novo plenário para a próxima sexta-feira, dia 11 de Setembro.
Teixeira dos Santos diz que
é “prematuro” falar de proposta
O ministro da Economia e da Inovação, Teixeira dos Santos, disse ontem que «é prematuro» pronunciar-se sobre a proposta do investidor belga que se mostrou interessado na unidade de produção de carroçarias de autocarro da Marcopolo, em Coimbra.

«É preciso estudar, analisar e, depois, decidir. Quando houver uma decisão, então haverá novidades», disse o ministro à agência Lusa na Guarda, no final de uma visita a duas fábricas da sociedade têxtil Manuel Rodrigues Tavares.

Por agora, «é prematuro» falar sobre o assunto, porque isso «pode comprometer o sucesso da resolução de um problema que todos nós queremos que seja bem resolvido», acrescentou Teixeira dos Santos.

O titular da pasta da Economia e da Inovação salientou que o Governo está «a trabalhar» para encontrar uma solução para a empresa e que estão «entidades» a «acompanhar esse processo» que «têm conhecimento desse interesse [do empresário belga]».

«Com certeza que estarão a acompanhar e a informar quanto aos apoios que podem ser disponibilizados. Vamos deixar que o processo decorra. Acho que é prematuro estarmos aqui a falar ou a especular sobre isso», declarou Teixeira dos Santos.

Para o ministro, é necessário deixar fazer «o trabalho de analisar, ver o que é possível fazer, decidir», salientando que «tudo isso tem que ser feito antes de haver uma decisão».

Ze Manel
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portugueses na administração

Mensagem por Ze Manel »

Muito se disse sobre a administração da Marcopolo. Vim a saber que a empresa era gerida por 4 pessoas das quais 2 brasileiros e 2 portugueses. Portanto é-me estranho ler manifestações sobre a vida principesca dos administradores da Marcopolo em Coimbra, se também havia portugueses na administração. É-nos cabido aceitar que somos problemáticos em reter as empresas que outrora geraram trabalho em Coimbra.
Este empresário belga que mostra interesse na Marcopolo nada mais é que um embuste. Vai sair de cena e tudo isto ao final resumir-se-á a disputas políticas entre sindicatos e governo.

DaniFR
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Mensagem por DaniFR »

Marcopolo obrigada a manter fábrica em Portugal até dia 30 de Novembro
11.09.2009 - 14h38

A Marcopolo foi impedida pelo Ministério do Trabalho de fechar na próxima terça-feira a fábrica que detém em Portugal e que terá de se manter até 30 de Novembro, anunciaram hoje dirigentes sindicais.

O grupo brasileiro que é um dos maiores produtores do mundo de carroçarias de autocarros, preparava-se para cessar os contratos com os 180 trabalhadores dia 15, pagando o correspondente ao aviso prévio de despedimento, mas essa medida foi considerada ilegal.

“O Ministério do Trabalho notificou a empresa, dando nota de que há um preceito legal que está a inviabilizar que dia 15 caduquem os contratos, mesmo com a empresa a cumprir o pagamento do aviso prévio, uma vez que ele tem de ser cumprido sem qualquer pagamento”, afirmou António Moreira, coordenador da União de Sindicatos de Coimbra, após um plenário de trabalhadores.

António Moreira sustenta que, legalmente, os operários com menos anos de serviço cessam os contratos dia 30 deste mês, e “o grosso dos trabalhadores dia 30 de Novembro”.

Não há propostas que assegurem continuidade

Hoje, os trabalhadores ficaram também a saber que, “até agora, à Marcopolo não chegou qualquer proposta (de investidor) para dar continuidade à empresa”.

Nos últimos dias têm surgido notícias sobre o interesse de um investidor belga e, mais recentemente, de empresários da região Centro, dispostos em manter a fábrica em Coimbra, que produzia mais de 150 autocarros por ano e onde hoje já não há qualquer referência ou logótipo da Marcopolo.

“As notícias são sempre sinais, mas a vontade e intenção não chegam neste momento. Quem quer apostar aqui, onde há mão-de-obra altamente qualificada, tem de apresentar uma proposta à Marcopolo”, disse o sindicalista.

Juvenal Sousa, do Sindicato Nacional das Indústrias e Energia (SINDEL), critica o facto de o investidor belga, que “tem estado a elaborar uma proposta, apoiado pelo Governo, andar a esticar a corda”.

Para o sindicalista, “não faz sentido” o investidor dizer que “só avança com apoios do Governo e que a Marcopolo não é a única empresa que lhe interessa. Há outras [alternativas] no país”.

“Há aqui uma tentativa de criar pressão sobre a Marcopolo e o próprio Governo, no sentido de colher a maior parte dos frutos que poderão advir de algumas compensações ou apoios”, disse.

Juvenal de Sousa defende que “não pode qualquer investidor estar à espera que o Governo compre a Marcopolo e [lhe] diga [que] aqui está uma empresa para começar a trabalhar porque é dinheiro de todos nós”, contribuintes.

Público

Ze Manel
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Registado: sábado, 29 agosto 2009 23:18

Mensagem por Ze Manel »

Está a ficar cada vez mais claro que este belga é só um oportunista. Já começa a dizer que há outras oportunidades. Está a tentar ganhar uma empresa de graça com o dinheiro dos portugueses. Essa empresa às tantas já não tem mais volta. Para aqueles que culpam a administração da Marcopolo pelo seu encerramento é bom já começar a tentar encontrar outro culpado. Talvez a crise. Talvez a ineficiencia local. Porque estar a dizer que é por má gestão é ter meia visão da realidade. Se fosse fácil de manter este negócio certamente o interessado já teria firmado uma proposta.