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Portugal

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Re: Portugal

Mensagempor Pedro » quarta-feira, 03 julho 2013 12:26

Do Presidente, e tendo em conta a actuação dele em situações anteriores, apenas espero um post no Facebook a dizer qualquer coisa sobre isto. Mas pode ser que essa falta de acção faça com que surjam reacções de outros lados.

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Re: Portugal

Mensagempor bluestrattos » quarta-feira, 03 julho 2013 12:30

Carol Escreveu:Se estivermos à espera que o venha o presidente da república resolver ou aconselhar alguma coisa, bem podemos ir já aprendendo a falar alemão...


É melhor aprender chinês. Os alemães já perceberam que Portugal é mau pagador. Já perderam dinheiro com a Grécia, agora perdem dinheiro com Portugal. Pode ser que os chineses estejam interessados, ou então, a Angola acaba por colonizar o resto de Portugal.

É pena, porque Portugal até é um bom imóvel, o problema são os inquilinos :dis:

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Re: Portugal

Mensagempor Pedro » quinta-feira, 04 julho 2013 10:13

CDS exige mais poder para segurar Governo

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas voltam a encontrar-se na manhã desta quinta-feira. Cavaco recebe primeiro-ministro às 17h.

Novas caras, novas políticas e novo equilíbrio de poderes na coligação, com o CDS a ganhar mais peso. As cartas de Paulo Portas estão em cima da mesa para as negociações com Passos Coelho. Até ao desfecho das conversações os ministros do CDS mantêm-se no Governo.

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas encontraram-se na quarta-feira à noite no Palácio de São Bento. O encontro foi descrito à agência Lusa por uma fonte governamental como "muito construtivo".

Os líderes do PSD e do CDS/PP voltam a reunir-se nesta quinta-feira (hora e local desconhecidos), dia em que também decorre um Conselho de Ministros, a partir das 8h30. Às 17h, o primeiro-ministro será recebido por Cavaco Silva, na habitual reunião das quintas-feiras.

A Presidência da República tinha anunciado também para hoje reuniões com os partidos, mas a agenda de Cavaco Silva, revelada a meio da tarde de quarta-feira, não constavam as reuniões com os partidos com representação parlamentar. Fonte da Presidência afirmou ao PÚBLICO que estes encontros acontecerão amanhã.

Passos Coelho e Portas tentam agora um acordo que possa segurar o Governo. O CDS repete que a demissão de Portas como ministro é "irreversível", mas os altos dirigentes esperam que ele seja candidato a líder no congresso, que vai mesmo realizar-se neste fim-de-semana. Ontem à tarde, na reunião da cúpula do partido, Portas ouviu críticas da maior parte dos dirigentes desagradados com as consequências para o país.

Na reunião da executiva, Portas não foi poupado pela maioria dos seus colaboradores mais próximos, quase todos apanhados de surpresa pelo pedido de demissão. Teresa Caeiro (vice-presidente) Telmo Correia (vice da bancada), Adolfo Mesquita Nunes e Filipe Lobo d’Ávila, ambos secretários de Estado, terão sido críticos da forma como o líder do CDS actuou nos últimos dias, segundo relatos feitos ao PÚBLICO. E houve mesmo quem apontasse a decisão de Portas como "um erro".

Muitos centristas compreendem, no entanto, as razões invocadas por Portas para alegar a sua impossibilidade de continuar. É pouco ouvido por Passos Coelho nas decisões estratégicas do Governo e essa era precisamente a sua justificação para ser membro do Governo. O líder do CDS "está farto de ser tratado como o presidente de uma distrital do PSD e de receber ordens", diz uma fonte centrista.

Fonte: Público


Afinal parece que vai tudo continuar na mesma. Vamos ver que novidades surgem hoje... eu diria que por volta das 20h devemos ter outro comunicado do Passos Coelho ou um novo post no Facebook do presidente.

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Re: Portugal

Mensagempor Pedro » quinta-feira, 04 julho 2013 14:17

Passos e Portas reúnem-se outra vez com economia no centro das discussões

Negociações para manter coligação estão bem encaminhadas. Cavaco Silva recebe primeiro-ministro à tarde.

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas estão novamente reunidos, desta vez na Presidência do Conselho de Ministros, para discutirem o futuro da coligação governamental.

Entre as mudanças desejadas pelo CDS está uma reformulação do Ministério da Economia, que os centristas sempre defenderam que deveria ter mais peso no Governo. Ficar com a pasta da Economia é também uma ambição antiga do CDS.

Este é um dos pilares do pacote de exigências do CDS, que inclui novas caras, novas políticas e um novo equilíbrio de poderes na coligação, com o CDS a ganhar mais peso.

Depois da demissão de Paulo Portas na terça-feira, o primeiro-ministro e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros demissionário encontraram-se na quarta-feira à noite.

Segundo informações recolhidas pelo PÚBLICO, a primeira reunião dos dois líderes partidários centrou-se mais em questões de princípio do que propostas concretas e as negociações estão bem encaminhadas, embora nada esteja ainda fechado.

As negociações seguem agora, numa nova reunião, após um Conselho de Ministros em que Paulo Portas não esteve presente.

Às 17h, o primeiro-ministro será recebido por Cavaco Silva, na habitual reunião das quintas-feiras.

A Presidência da República tinha anunciado também para hoje reuniões com os partidos, mas a agenda de Cavaco Silva, revelada a meio da tarde de quarta-feira, não constavam as reuniões com os partidos com representação parlamentar. Fonte da Presidência afirmou ao PÚBLICO que estes encontros acontecerão amanhã.

A crise política agravou-se na terça-feira com a demissão de Paulo Portas, um dia depois da saída de Vítor Gaspar e da escolha de Maria Luís Albuquerque para assumir a pasta das Finanças.

Os mercados reagiram na quarta-feira com uma queda histórica da Bolsa de Lisboa e a subida dos juros da dívida pública até valores próximos dos 8%. Nesta quinta-feira, e perante a possibilidade de o acordo de coligação ser renovado, a bolsa portuguesa abriu em alta e os juros da dívida acalmaram.

Perante a actual crise, a oposição em bloco exigiu a marcação de eleições antecipadas.

Fonte: Público


Começa a parecer-me que isto tudo foi só um truque do Paulo Portas...

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Re: Portugal

Mensagempor Pedro » sexta-feira, 05 julho 2013 10:51

As audiências aos partidos foram adiadas para Segunda-Feira, enquanto o Passos Coelho e o Paulo Portas devem reunir mais algumas vezes. Começo a achar que foi tudo uma jogada do Paulo Portas para ganhar mais poder no governo... e o Passos Coelho caiu por completo. Se for isso... bem, foi completamente sacana, mas o Portas está a mostrar que tem muito mais experiência nestas jogadas políticas que o Passos.

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Re: Portugal

Mensagempor Pedro » sexta-feira, 05 julho 2013 11:41

Cavaco obriga Portas a tomar decisão

De agente provocador de uma crise política, Paulo Portas bem pode tornar-se a principal vítima dela. Durante o dia de ontem, foi veiculado que Cavaco Silva exigiu a presença de Portas no Governo para aprovar uma "nova fórmula" que mantenha estabilidade da coligação apresentada por Pedro Passos Coelho, a verdade é que Belém não o fez.

O que terá sido dito pelo Presidente da República ao primeiro-ministro tem uma nuance, confirmada ao DN por um responsável governamental: Cavaco Silva considerou importante não a inclusão de Portas no Governo, mas sim do "presidente do segundo partido da coligação".

Ontem, ao fim da tarde, o líder do CDS e os seus colaboradores mais próximos fecharam-se no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Em cima da mesa estavam dois cenários: ou Portas voltava atrás no pedido de demissão e tentava ganhar um novo fôlego no congresso que devia decorrer este fim de semana, ou abandonaria a liderança do partido, abrindo caminho a um novo líder que pudesse assegurar a estabilidade governativa "duradoura", como é defendida no Palácio de Belém.

Fonte: Diário de Notícias


Parece que estamos numa situação de "ou fica no governo ou deixa de liderar o partido". Eu diria que vai optar por ficar no governo.

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Re: Portugal

Mensagempor Pedro » sexta-feira, 05 julho 2013 21:26

Confirmado oficialmente acordo Passos-Portas. Partidos falam sábado

Direcções dos partidos reúnem-se este sábado e prestam declarações ao final do dia.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tem uma solução para a crise no Governo e levou-a nesta sexta-feira ao Presidente da República.

Reunião terminou pouco depois das 20 e, 40 minutos depois, fonte oficial do gabinete do primeiro.ministros confirmava que Passos tinha entregado ao Presidente um entendimento político com Paulo Portas.

"Amanhã ao final da tarde terá lugar uma reunião das direcções de ambos os partidos da coligação, na sequência da qual será feita uma declaração", anunciou a mesma fonte.

Pelas 21h10, à chegada ao Conselho Nacional do partido que vai desconvocar o congresso do partido deste fim-de-semana, Nuno Melo confirmava a reunião de sábado entre os dois partidos e afirmada: “Foi entregue ao senhor Presidente da República uma proposta que assegura a estabilidade governativa.”

Passos Coelho saiu ao final da tarde desta sexta-feira da residência oficial em São Bento e dirigiu-se ao Palácio de Belém, depois de ter recebido o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, e o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro.

Ao que o PÚBLICO apurou, Passos Coelho levou uma proposta para ultrapassar a crise política que rebentou esta semana, com o pedido de demissão de Paulo Portas de ministro dos Negócios Estrangeiros.

Entretanto, na agenda da página da Presidência da República foram divulgadas nesta sexta-feira as três audiências que faltavam, após o chefe do Estado receber na segunda-feira Os Verdes, BE e PCP.

Cavaco Silva já tinha recebido na quinta-feira o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho

O mesmo comunicado da Presidência anunciava que receberia "seguidamente" os partidos com representação parlamentar, justificando as reuniões com a “situação criada pelo pedido de demissão do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros”, Paulo Portas, que abriu uma crise política em Portugal.

Fonte: Público


Vamos ver o que sai daqui...

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Re: Portugal

Mensagempor Pedro » sábado, 06 julho 2013 22:56

Portas é vice-primeiro-ministro com coordenação económica, troika e reforma do Estado

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou neste sábado que o novo acordo de coligação entre o PSD e o CDS prevê a subida de Paulo Portas ao cargo de vice-primeiro-ministro, com a responsabilidade da coordenação das políticas económicas, o relacionamento com a troika e a reforma do Estado.

Com Paulo Portas à sua direita e em silêncio, Passos Coelho confirmou também que Maria Luís Albuquerque se mantém como ministra de Estado e das Finanças. Mas, ao dar ao líder do CDS-PP a coordenação económica e o relacionamento com os credores da troika, coloca-o acima da governante, cuja escolha determinou o seu pedido de demissão na terça-feira.

O primeiro-ministro anunciou também que o acordo prevê outras alterações significativas na orgânica interna do Governo, embora o primeiro-ministro não tenha revelado quais.

Várias fontes já tinham referido ao PÚBLICO ideias comuns sobre o novo figurino governamental: além de Portas subir a vice-primeiro-ministro, o convite feito a António Pires de Lima para ficar com a pasta da Economia. Jorge Moreira da Silva, o primeiro vice-presidente do PSD, também terá sido convidado para integrar o Governo.

Cavaco Silva terá ainda de aceitar as alterações propostas por Passos Coelho e Paulo Portas, sendo a sua divulgação uma prerrogativa do Presidente da República. Mas tal só deverá acontecer na terça-feira, no final das audiências com todos os partidos com assento parlamentar.

Fonte: Público


De "demissão irrevogável" para "vice-primeiro-ministro" (seja lá isso o que for) em menos de uma semana... Portas a mostrar novamente porque é que cada vez menos pessoas acreditam nos políticos.

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Re: Portugal

Mensagempor Pedro » terça-feira, 09 julho 2013 9:53

Cavaco Silva deverá anunciar amanhã a sua decisão ao país

O Presidente recebe hoje delegações do CDS, PS e PSD e, à tarde, começa a ronda pelos parceiros sociais.

Terminada amanhã a ronda de audiências que decidiu fazer aos partidos e aos parceiros sociais, e na posse de uma decisão sobre se aceita o novo elenco governamental, o Presidente da República, Cavaco Silva, comunicará uma decisão ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e deverá falar ao país.

Hoje, Cavaco Silva recebe delegações dos dois partidos de coligação que têm estado no centro do furacão político depois da demissão e recuo do líder do CDS, Paulo Portas, e volta a ouvir António José Seguro. Já na semana passada, o secretário-geral do PS esteve em Belém para pedir eleições antecipadas como antídoto para a crise política que deixou o país em suspenso há uma semana.

A mensagem política que o líder do PS levará a Cavaco não deve ser diferente da tese em que tem insistido nos últimos dias: o país deve ir a votos. Ao lado da posição defendida por Seguro estiveram ontem os partidos mais à esquerda. PCP, BE e PEV pediram a Cavaco Silva a dissolução da Assembleia da República em três audiências relâmpago, que duraram em média menos de meia hora. Em Belém, delegações dos partidos defenderam que só a realização de eleições antecipadas permitiria ao país sair do impasse político gerado, faz hoje uma semana, pela demissão de Portas, pela comunicação ao país de Passos Coelho e pelo depois anunciado recuo do líder do CDS e até agora ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Também o governador do Banco de Portugal esteve reunido ontem com Cavaco Silva mas, à saída do encontro de cerca de 45 minutos, Carlos Costa optou por não prestar declarações.

A remodelação entretanto concertada pelos dois partidos de coligação foi descrita pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, como "um remendo de pano velho" que não resolve a "situação insustentável" do país. Para reforçar, Jerónimo insistiu na tese de que, por mais "exercícios e malabarismos" que se façam, "ninguém entenderia" que o Presidente não dissolvesse o Parlamento e optasse por não convocar eleições. Até porque, avisou, isso deixaria Cavaco Silva "comprometido" com as políticas prosseguidas pelo executivo.

A entrega das pastas da troika, reforma do Estado e coordenação económica a Paulo Portas também não convencem o líder do BE, que considerou que este não é mais do que um acordo com "pés de barro". João Semedo deixou em Belém um veredicto: "Um Governo que anuncia na sua composição a inclusão de ministros que dizem hoje uma coisa e fazem outra diferente amanhã é um Governo que perdeu fatalmente credibilidade, reconhecimento, autoridade junto dos portugueses". Revelando a disponibilidade do Bloco para integrar um futuro governo de esquerda, que tenha como alicerce a renegociação da dívida, Semedo deixou ainda em cima da mesa de Cavaco uma proposta de data para as legislativas: 15 de Setembro, duas semanas antes das eleições autárquicas.

Mas o que pensa Cavaco destas propostas, só amanhã o país deverá saber. Ontem, o dirigente do PEV, José Luis Ferreira, adiantou que o chefe de Estado transmitiu que, "até ao momento, ainda não tomou nenhuma decisão". Também os Verdes disseram a Cavaco que este deve fazer uso dos seus poderes constitucionais e convocar eleições.

Hoje, o Presidente recebe delegações do CDS, PS e PSD. Da parte da tarde, começa a ronda com os parceiros sociais ouvindo primeiro os vários líderes das confederações patronais e amanhã os secretários-gerais das CGTP e da UGT. Depois disso, Passos Coelho deverá ser chamado à residência oficial do Presidente da República e só de seguida Cavaco comunicará ao país a sua decisão sobre a solução encontrada pelo actual Governo.

Fonte: Público


A Alemanha já deu o "sim", pelo que o presidente deverá limitar-se a concordar e deixar mais um post no facebook sobre o assunto...

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Re: Portugal

Mensagempor Carol » terça-feira, 09 julho 2013 12:00

o que importa realmente é a Alemanha concordar, o nosso PR só tem de sorrir a acenar, e postar no facebook, claro.
“I have dreamt in my life, dreams that have stayed with me ever after, and changed my ideas; they have gone through and through me, like wine through water, and altered the color of my mind. And this is one: I'm going to tell it - but take care not to smile at any part of it.”

http://tothinkof.blogspot.pt/ Exposições de uma mente perturbada

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Re: Portugal

Mensagempor bluestrattos » terça-feira, 09 julho 2013 13:09

Carol Escreveu:o que importa realmente é a Alemanha concordar, o nosso PR só tem de sorrir a acenar, e postar no facebook, claro.


E depois do post um "like" do Pedro, do Paulo e da Angela, e nos comentários António mete ":("

Confesso que a solução actual não é a melhor, mas tendo em conta que a alternativa chama-se António José Seguro, mais vale ficar o Pedro com o birrento Paulo.
Eu se fosse credor de Portugal, começava já a fazer contas e dar o dinheiro como perdido, pois está visto que é só uma questão de tempo, até voltar haver outra crise política, e novamente outro resgate :(

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Re: Portugal

Mensagempor Pedro » quarta-feira, 10 julho 2013 21:25

Cavaco admite eleições a partir de junho de 2014

O Presidente recusa eleições antecipadas para já, mas defende um acordo entre PSD, PP e PS para um compromisso de salvação nacional, que preveja a realização de eleições após o fim do programa de apoio a Portugal, em junho de 2014.

Segundo Cavaco, há três pilares essenciais para este compromisso de salvação nacional. "O acordo terá de estabelecer o calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas", sendo que "a abertura do processo deve coincidir com o final do programa, em junho do próximo ano."

Em segundo lugar, "o compromisso de salvação nacional deve envolver os três partidos que subscreveram o memorando de entendimento, garantindo o apoio das medidas, para que Portugal possa regressar aos mercados e para que se complete com sucesso o programa".

Finalmente, "deverá tratar-se de um acordo de médio prazo" que assegure que o Governo que resulte das próximas eleições tenha estabilidade. Cavaco acresita que "as forças políticas colocarão o interesse nacional acima dos interesses partidários".

O Presidente Cavaco Silva começou a sua declaração dizendo que "na semana passada todos fomos confrontados, de forma inesperada, com uma grave crise política".

"Os efeitos fizeram-se sentir de imediato, com o aumento das taxas de juro", disse Cavaco. "Os portugueses puderam ter uma noção do que significa associar uma crise política à crise económica."

O Presidente disse que muitos acreditam que a solução passa pela antecipação de eleições. "É meu dever esclarecer os portugueses das consequências da realização de eleições antecipadas na atual conjuntura", afirma, lembrando que falta menos de um ano para o fim do programa de financiamento.

"Iniciar agora um processo eleitoral, pode significar um retrocesso e tornar necessário um novo programa", disse Cavaco. "Os sacrifícios dos portugueses teriam, em parte, sido em vão."

"Em 2014, irão vencer-se empréstimos a médio e a longo prazo, no valor de 14 mil milhões de euros. Um dos nossos credores, o FMI, impõe, nestas situações, uma regra. Com um ano de antecedência, o estado devedor tem que possuir os meios necessários para efetuar o reembolso. Portugal tem de assegurar, nos próximos meses, a totalidade dos meios financeiros, para proceder ao pagamento dos empréstimos que irão vencer em 2014", afirma.

Eleições antecipadas, diz Cavaco, podiam comprometer a oitava e a nova avaliação da troika, que poderia suspender a entrega das parcelas dos empréstimos que foram acordados.

Segundo Cavaco, eleições antecipadas no meio da "crispação das diversas forças partidárias" poderia tornar a situação "mais confusa, precária e instável".

Fonte: Diário de Notícias


Voltou a passar a decisão para outros, mas surpreendeu-me. No entanto, não estou a ver o PS a alinhar neste plano, principalmente porque têm praticamente a certeza que irão ganhar as próximas eleições e duvido que queiram "estragar" isso ao ir para o governo com o PSD. Vamos ver o que sai daqui, mas parece-me que as eleições nesta altura seriam uma hipótese melhor do que este atirar de responsabilidades para outro lado.

Para os interessados, fica aqui também o link para o comunicado na íntegra.

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Re: Portugal

Mensagempor Hal9000 » quarta-feira, 10 julho 2013 23:20

Eleições agora o melhor? Não fazes a mínima ideia do que estás para aí a dizer :no: :no: E não, não gosto destes tipos que estão no governo, mas umas eleições antecipadas seria o pior que se poderia fazer :no:

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Re: Portugal

Mensagempor Ricky147 » quinta-feira, 11 julho 2013 9:14

Hal9000 Escreveu:Eleições agora o melhor? Não fazes a mínima ideia do que estás para aí a dizer :no: :no: E não, não gosto destes tipos que estão no governo, mas umas eleições antecipadas seria o pior que se poderia fazer :no:

Com o devido respeito, não vejo em que medida é que eleições antecipadas seriam assim tão maléficas. É o sistema democrático a funcionar. Aliás, o próprio Cavaco referiu que este governo está debilitado. Em momentos de crise política, o ideal é devolver a voz "a quem mais ordena". A Itália vive há anos com uma democracia repleta de crises políticas e não é por isso, pese o facto de também estarem a atravessar uma crise económica, que deixa de ser uma potência económica.
Ricardo Nuno

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Re: Portugal

Mensagempor Pedro » quinta-feira, 11 julho 2013 10:17

PS não aceita apoiar Governo sem eleições

Principal partido da oposição avisa que não apoiará nem fará parte de um Governo sem um novo escrutínio.

Alberto Martins quer que diálogo para o "compromisso de salvação nacional" inclua BE e PCP.

O Partido Socialista (PS), através de Alberto Martins, contestou, esta quarta-feira, a solução proposta pelo Presidente da República, de “compromisso de salvação nacional” para apoiar o actual Governo. No rescaldo da comunicação de Cavaco Silva, o deputado e dirigente socialista afirmou que o“PS discorda da decisão do Presidente da República de não convocar eleições em Setembro, mas respeitamos o órgão institucional. O PS reafirma que não apoiará, nem fará parte de um Governo sem que os portugueses manifestem democraticamente a sua vontade através da realização de eleições”.

Embora não rejeitando “nenhum diálogo”, Alberto Martins fez uma crítica implícita à proposta de Cavaco Silva ao defender que “esse diálogo não deve excluir nenhum partido político com representação parlamentar”.

A reacção socialista vem no seguimento da linha defendida por estes dias pelo secretário-geral António José Seguro. O líder socialista já antes da crise política defendia a realização de eleições antecipadas. Depois da demissão de Vítor Gaspar e do pedido de demissão de Paulo Portas, Seguro concluiu que o Governo tinha perdido “toda a credibilidade” e avançou mesmo com uma data para as legislativas: 29 de Setembro, ou seja, ao mesmo tempo que as autárquicas.

Fonte: Público


O PS tomou aquela que me parece ser a decisão mais inteligente para eles neste momento: vão manter-se fora da confusão. Vamos ver qual será o próximo passo do presidente.

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